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quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Crise Econômica de 1929


No fim da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos eram a maior potência econômica do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana produzia quase 50% de toda a produção industrial do mundo. 

O progresso tecnológico do país favoreceu um crescimento fabuloso da produção econômica. Os americanos viviam um clima de grande euforia. 

Este clima de euforia e prosperidade econômica permaneceu durante quase toda a década de 1920. Entretanto, em 1929, o país mergulhou numa terrível crise econômica que se espalhou por vários países do mundo. 

Havia uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores. Ou seja, houve uma superprodução de mercadorias, o que fez seus preços despencar. Mesmo assim, não conquistavam consumidores. 

Os produtores agrícolas e industriais compreenderam então a necessidade de reduzir o ritmo de suas atividades. Para Isso, precisavam demitir milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos atingiu mais de 15 milhões de pessoas. 

Em 29 de outubro de 1929 ocorreu a queda vertiginosa de milhões de ações da Bolsa de Valores de Nova York. As ações perderam quase todo o seu valor financeiro. Mais de 9 mil bancos quebraram, 85 mil empresas faliram, a população americana passou fome grande parte do período da Grande Depressão de 1929 a 1932. 
A quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu na maioria dos países capitalistas. No período de 1929 a 1933, o comércio internacional teve uma redução de 25% e a produção industrial teve uma queda de aproximadamente 39%. 

Na Europa, os americanos retiraram o dinheiro emprestado, provocando; falências em bancos; falências em empresas; aumento do número de desempregados. 

Na América Latina, a repercussão da crise foi muito grande, pois os países forneciam basicamente produtos agrícolas e matérias-primas aos Estados Unidos. Com a crise, os Estados Unidos reduziram ou cortaram as compras que faziam desses países. Com menos dinheiro, os países latino-americanos deixaram de investir, gerando com isso desemprego e miséria. 

O Brasil também foi afetado pela crise de 1929. O Café era o principal produto de exportação brasileiro, e os Estados Unidos, o nosso principal comprador. Por causa da crise, os Estados Unidos diminuíram suas compras de café, provocando o aumento dos estoques do produto no Brasil. Com excesso de oferta, os preços caíram gerando a falência de grandes fazendeiros e desemprego em massa no campo e nas cidades que dependiam da economia cafeeira. 

Para sair da crise, os americanos elegeram para presidente o democrata Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), que adotou um conjunto de medidas socioeconômicas chamado de New Deal (novo acordo). 

As principais medidas do New Deal foram: 

•controle pelo governo dos preços agrícolas e industriais; 

•congelamento dos salários; 

•concessão de empréstimos a industriais e proprietários rurais falidos; 

•realização de diversas obras públicas oferecendo trabalho a milhões de desempregados; 

•redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, salário-mínimo, férias remuneradas, 13º salário, seguro desemprego e aposentadoria. 

Com essas medidas, os Estados Unidos superaram a maior crise econômica de sua história, recuperaram o orgulho e voltaram a crescer a partir de 1935. Mas a crise só foi totalmente superada com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

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