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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Direita X Esquerda


Normalidade democrática é a concorrência efetiva, livre, aberta, legal e ordenada de duas ideologias que pretendem representar os melhores interesses da população:

  • A Esquerda: que favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica ou religiosa. 
  • A Direita: que favorece a liberdade de mercado defende os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade.
Além dessas duas definições ideológicas, nas beiradas do quadro legítimo, florescendo em zonas fronteiriças entre a política e o crime, há os extremismos:
  • A Extrema Esquerda: que prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia revolucionária personificada num Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial. 
  • A Extrema Direita: propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada.
Ambos os extremismos são sempre inimigos da direita, mas, da esquerda, só de vez em quando. A extrema esquerda só se distingue da esquerda por uma questão de grau (ou de pressa relativa), pois ambas visam em última instância ao mesmo objetivo. Já a extrema direita e a direita, mesmo quando seus discursos convergem no tópico dos valores morais ou do anti-esquerdismo programático, acabam sempre se revelando incompatíveis em essência: é materialmente impossível praticar ao mesmo tempo a liberdade de mercado e o controle estatal da economia, a preservação dos direitos individuais e a militarização da sociedade.

Democracia normal e patológica”, de Olavo de Carvalho 
Diário do Comércio
5/10/ 2011

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A Crise Econômica de 1929


No fim da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos eram a maior potência econômica do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana produzia quase 50% de toda a produção industrial do mundo. 

O progresso tecnológico do país favoreceu um crescimento fabuloso da produção econômica. Os americanos viviam um clima de grande euforia. 

Este clima de euforia e prosperidade econômica permaneceu durante quase toda a década de 1920. Entretanto, em 1929, o país mergulhou numa terrível crise econômica que se espalhou por vários países do mundo. 

Havia uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores. Ou seja, houve uma superprodução de mercadorias, o que fez seus preços despencar. Mesmo assim, não conquistavam consumidores. 

Os produtores agrícolas e industriais compreenderam então a necessidade de reduzir o ritmo de suas atividades. Para Isso, precisavam demitir milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos atingiu mais de 15 milhões de pessoas. 

Em 29 de outubro de 1929 ocorreu a queda vertiginosa de milhões de ações da Bolsa de Valores de Nova York. As ações perderam quase todo o seu valor financeiro. Mais de 9 mil bancos quebraram, 85 mil empresas faliram, a população americana passou fome grande parte do período da Grande Depressão de 1929 a 1932. 
A quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu na maioria dos países capitalistas. No período de 1929 a 1933, o comércio internacional teve uma redução de 25% e a produção industrial teve uma queda de aproximadamente 39%. 

Na Europa, os americanos retiraram o dinheiro emprestado, provocando; falências em bancos; falências em empresas; aumento do número de desempregados. 

Na América Latina, a repercussão da crise foi muito grande, pois os países forneciam basicamente produtos agrícolas e matérias-primas aos Estados Unidos. Com a crise, os Estados Unidos reduziram ou cortaram as compras que faziam desses países. Com menos dinheiro, os países latino-americanos deixaram de investir, gerando com isso desemprego e miséria. 

O Brasil também foi afetado pela crise de 1929. O Café era o principal produto de exportação brasileiro, e os Estados Unidos, o nosso principal comprador. Por causa da crise, os Estados Unidos diminuíram suas compras de café, provocando o aumento dos estoques do produto no Brasil. Com excesso de oferta, os preços caíram gerando a falência de grandes fazendeiros e desemprego em massa no campo e nas cidades que dependiam da economia cafeeira. 

Para sair da crise, os americanos elegeram para presidente o democrata Franklin Delano Roosevelt (1933-1945), que adotou um conjunto de medidas socioeconômicas chamado de New Deal (novo acordo). 

As principais medidas do New Deal foram: 

•controle pelo governo dos preços agrícolas e industriais; 

•congelamento dos salários; 

•concessão de empréstimos a industriais e proprietários rurais falidos; 

•realização de diversas obras públicas oferecendo trabalho a milhões de desempregados; 

•redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, salário-mínimo, férias remuneradas, 13º salário, seguro desemprego e aposentadoria. 

Com essas medidas, os Estados Unidos superaram a maior crise econômica de sua história, recuperaram o orgulho e voltaram a crescer a partir de 1935. Mas a crise só foi totalmente superada com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Revolução Inglesa e Iluminismo

No início dos anos 1600, a Inglaterra apresentava-se como um país em desenvolvimento e expansão. Nos reinados do século anterior, de Henrique VIII e Elizabeth I, o território foi unificado, a nobreza foi colocada sob controle, a ingerência da Igreja Católica fora afastada pela criação da Igreja anglicana. Desse modo, os britânicos já disputavam com os espanhóis os domínios coloniais na América Central e Caribe.


No entanto, Elizabeth 1ª, da dinastia Tudor, não deixou descendentes e subiu ao trono, em 1603, Jaime I, da dinastia escocesa Stuart, unindo as coroas da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia. O rei, entretanto, pretendia governar sem o Parlamento, a quem cabia o poder de direito, de acordo com a Carta Magna de 1215. No entanto, o rei podia convocá-lo somente quando julgasse necessário e, assim, exercia o poder de fato.

Durante o século XVII, a Inglaterra vivia um período de grande crescimento econômico. Durante a dinastia Tudor, o país passou a exportar seus produtos, principalmente lã e alimentos, para muitos países da Europa. Nesse contexto, as propriedades rurais passaram a ter grande importância, uma vez que a matéria-prima era essencial para a fabricação de produtos manufaturados. Em virtude disso, os grandes proprietários de terra passaram a realizar a prática do cercamento, que de forma bem simples, consistia na expulsão dos camponeses de suas terras.

Assim, inúmeros camponeses foram tentar viver nas cidades, tendo que se sujeitarem a péssimas condições de trabalho e vida. Desta forma, a Inglaterra viveu um momento de desenvolvimento bastante contraditório, baseado na exclusão social de grande parte de sua população.

Além disso, a própria burguesia, cada vez mais atuante, estava insatisfeita com o poder absoluto nas mãos do rei, uma vez que isso poderia ser um obstáculo à expansão de seus negócios. O que a rica classe queria, na verdade, é ter um poder político correspondente ao seu poder econômico.

A necessidade de aumentar os impostos foi a questão central do desentendimento entre os reis Jaime I e seu filho Carlos I com o Parlamento. Por muitas vezes, Carlos I mandou dissolver o mesmo, atuando como um tirano. Outro fator que causou o que chamamos de Revolução Inglesa foi a tentativa de imposição do anglicanismo, feita por Carlos I, a todos os cidadãos ingleses, escoceses e irlandeses, o que desagradou muitos puritanos e presbiterianos que habitavam a região.

Todas estas questões causaram a insatisfação de grande parte do povo, da burguesia e do Parlamento para com o rei e seus poderes absolutos. A guerra civil propriamente dita se estendeu de 1642 a 1649.

Embora as tropas ligadas ao Parlamento, conhecidas como Cabeças Redondas, tenham sofrido muitas derrotas no começo das batalhas, se recuperaram posteriormente, graças à liderança de Oliver Cromwell. Por fim, venceram as tropas de Carlos I, o prenderam e o mataram.

Entre os anos de 1649 e 1658, a Inglaterra foi dirigida por Oliver Cromwell, o qual soube conter diversas resistências contra seu reinado e impulsionar ainda mais o desenvolvimento econômico inglês. Nesse sentido, o mesmo aprovou o Ato de Navegação, no qual estabelecia que todos os produtos ingleses deveriam ser comercializados somente em navios ingleses, o que transformou a Inglaterra na maior potência naval da época.


O filho e sucessor de Cromwell, Richard, não tinha a mesma habilidade de seu pai e acabou renunciando ao cargo. Assim, os adversários da república conseguiram restabelecer a monarquia novamente e proclamar Carlos II, da família Stuart, como rei. Esta nova imposição da monarquia ficou conhecida como Restauração.

Carlos II e seu irmão Jaime II eram católicos, o que não agradava a burguesia. Assim, era necessário derrubar a monarquia outra vez. A solução encontrada foi um Golpe de Estado, no qual o Parlamento permitiu que o príncipe holandês Guilherme de Orange destituísse Jaime II e se tornasse rei sob diversas condições. Assim, Guilherme de Orange foi obrigado a jurar a Declaração de Direitos (Bill of Rights), documento no qual cedia amplos poderes ao Parlamento. Após a Revolução Inglesa, a Inglaterra passou a ter um governo parlamentarista, no qual todas as decisões são tomadas pelo Parlamento (o rei reina, mas não governa), e a burguesia confirmou ainda mais sua ascensão.

Iluminismo
Ao longo dos séculos XVI a XVIII, o desenvolvimento do comércio e das manufaturas, a exploração das colônias e as transformações no campo, favoreceram o crescimento dos grupos sociais burgueses na Europa.

Grandes mudanças econômicas e políticas costumam vir acompanhados de transformações no modo de pensar dos homens, principalmente os intelectuais. 

No século XVIII, conhecido como Século das Luzes (da razão), um grupo de pensadores começou a se mobilizar contra a injustiça, a intolerância religiosa e a concentração de privilégios nas mãos dos ricos e poderosos. Eram os filósofos iluministas. 

Esses pensadores iluministas, apoiados pela burguesia, foram os precursores de um movimento intelectual, político, econômico e social europeu que ficou conhecido como Iluminismo. 

Os pensadores iluministas defendiam a não interferência do Estado na economia, a igualdade jurídica entre os homens, a liberdade religiosa, de expressão, de escolher seus próprios governantes, entre outros direitos. O objetivo desses filósofos era a busca da felicidade e a razão como grande instrumento de reflexão, capazes de melhorar e empreender instituições mais justas e funcionais. 

Eles eram contra o absolutismo monárquico, porque protegia a nobreza e mantinha seus privilégios, o mercantilismo, porque a intervenção do Estado na vida econômica era considerada prejudicial ao individualismo burguês, à livre iniciativa e ao desenvolvimento espontâneo do capitalismo e o poder da igreja que se chocava com a autonomia intelectual defendida pelo individualismo e pelo racionalismo burguês. Assim, à burguesia não interessava apenas a religião. Ela desejava o avanço da ciência e das técnicas, que favoreciam os transportes, as comunicações, a medicina, etc. 




Essas ideias iluministas influenciaram alguns governantes, que logo passaram a praticar essas teorias, mas com um tom soberano, ou seja, procuravam governar com a razão e com os interesses do povo, mas com um toque de absolutismo real. 

Essa união de princípios filosóficos e poder real deu origem ao Despotismo esclarecido. Seus principais adeptos foram: 

  • Frederico II, da Prússia - discípulo de Voltaire- deu liberdade religiosa, investiu na educação para o ensino básico e na liberdade de expressão. Estimulou a economia, com medidas protecionistas, isto quer dizer, a Prússia permaneceu um estado feudal, com servos sujeitos aos seus senhores. 
  • Catarina II, na Rússia, teve contato com os iluministas franceses, entre eles, Voltaire. Também deu liberdade religiosa ao povo e fez mudanças de hábitos na alta sociedade. Claro que os servos tiveram prejuízos, pois o poder dos senhores aumentou, com direito até mesmo sobre a vida dos servos. 
  • José II, na Áustria, aboliu a servidão no país, concedeu igualdade entre todos, até em sua administração imperial deu liberdade de culto a todos. 
  • O Marquês de Pombal, em Portugal, fez importantes reformas baseadas no iluminismo. Houve mais desenvolvimento no país. A agricultura foi estimulada. A nobreza foi perseguida para fortalecer o poder real e os jesuítas foram “incentivados” para não dizer, expulsos de Portugal. 
  • O Ministro Anistro Aranda, na Espanha, fez diversas reformas no comércio, na indústria e na sua administração. Onde criou os intendentes, que fortaleceram o poder real de Carlos III.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Império de Alexandre Magno e o Helenismo

















Alexandre assumiu o reino da Macedônia aos 20 anos, após o assassinato do pai (336 a. C.) e alegando vingança pelas invasões persas anteriores, se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino.
Apoiado em um poderoso e organizado exército, a famosa Falange Macedônica uma verdadeira máquina de guerra formada por infantes muito bem treinados e disciplinados, com suas enormes zarissas, (lanças de mais de 6 metros), era apta tanto em aguentar as incursões da cavalaria e os choques frontais dos carros de combate do inimigo, como, num repente, fazer sair de dentro das suas linhas, regimentos de infantaria ligeira, com arcos e lanças curtas, capazes de num instante, em ação conjunta com a cavalaria de Alexandre, pôr o inimigo em fuga.
Cruzou o Helesponto (334 a. C.), na batalha de Isso (333 a. C.) derrotou Dario pela primeira vez, depois conquistou a Síria (332 a. C.) e entrou no Egito. No delta do rio Nilo fundou Alexandria (332 a. C.), com o propósito de realizar o sonho de unir a cultura oriental à ocidental, e a cidade logo se projetou como polo cultural (com sua famosa biblioteca de 200 mil volumes) e comercial.
A seguir voltou a Mesopotâmia, onde novamente enfrentou e aniquilou de vez o poder de Dario na batalha de Gaugamela (331 a. C.), determinando a queda definitiva da Pérsia. Com a morte de Dario (330 a. C.), foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa.
Casou com Roxana (328 a. C.), filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho. Partiu então para a longínqua Índia (327 a. C.), país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, mas com as tropas cansadas decidiu regressar à Pérsia, viagem em que foi acometido de uma febre desconhecida que se mostrou incurável e o matou aos 33 anos, na Babilônia.
Assim, o Império Macedônio fragmentou-se. O general Ptolomeu, por exemplo, passou a governar o Egito e recusou-se a pagar tributos aos macedônios, tornando-se o fundador de longa dinastia, à qual pertenceu a rainha Cleópatra.
O mundo jamais viu outro governante de existência tão curta, formar um império tão grande, pela Ásia e norte da África, da Índia até o Egito, eliminando o império persa e estabelecendo completo domínio sobre a Grécia, Palestina, Egito, Pérsia e Mesopotâmia e chegando até a Índia, fundando várias cidades e tornando-o o maior império territorial até então conhecido, com o mérito de manter esta unidade imperial sobre um território tão amplo e complexo, respeitando os vencidos e seus costumes e religiosidades.
Suas conquistas trouxeram a influência da civilização grega no Oriente tornando-o fundador do helenismo, o fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos do império romano.

Helenismo
O helenismo resultou da fusão da cultura grega com a cultura oriental, promovida pela expansão do império Macedônico com Alexandre Magno. Os principais centros da cultura helenística foram Alexandria, no Egito, Antioquia, na Turquia, e Pérgamo, na Ásia Menor.
As principais contribuições para a formação do mundo ocidental ocorreram:
•Artes: caracterizada pelo realismo exagerado e pelo sensacionalismo. Os maiores exemplos disso são o Farol de Alexandria, Grande Altar de Zeus, em Pérgamo, as estátuas de Vênus de Milo e Vitória de Samotrácia;
•Arquitetura: construção de luxuosos palácios e templos e pela origem de um novo estilo de colunas, o estilo coríntio;
•Filosofia: as mais importantes doutrinas filosóficas helenísticas foram o estoicismo e o epicurismo;
•Literatura: o destaque especial cabe ao teatro, com Menandro, autor de várias comédias e a poesia bucólica de autores como Teócrito;
•Ciências: Os grandes nomes deste período foram Euclides (geometria), Arquimedes (descobridor da lei da alavanca e da hidrostática, inventor do parafuso tubular para bombear água, a hélice, as lentes convexas, catapultas, que atiravam pedras enormes sobre os inimigos, um sistema de espelhos, que concentrava os raios solares, para incendiar vários navios inimigos e criou um planetário), Hiparco (fundamentos da trigonometria, inventou o astrolábio e a representação do globo terrestre), Erastótenes (calculou a circunferência da Terra com uma margem de erro extremamente pequena), Aristarco (criador da teoria heliocêntrica).

domingo, 23 de abril de 2017

América Colonial


Colonização Inglesa

No ano de 1620, o navio Mayflower saiu da Inglaterra com um grupo de artesãos, pequenos burgueses, comerciantes, camponeses e pequenos proprietários interessados em habitar uma terra onde poderiam prosperar e praticar o protestantismo livremente. Chegando à América do Norte naquele mesmo ano, os colonos fundaram a colônia de Plymouth – atual estado de Massachusetts – que logo se transformou em ponto original da chamada Nova Inglaterra. 

Com o passar do tempo, esse processo de colonização estabelecida por meio da ação autônoma de determinados indivíduos passou a ganhar características mais diversas. Na região norte, a colonização de povoamento teve que suplantar grandes dificuldades que com a posterior consolidação de pequenas propriedades e o uso de mão de obra livre permitiram a formação de um comércio diversificado sustentado pela introdução da manufatura e o surgimento de um mercado consumidor. 

Na região sul, as especificidades geográficas e climáticas propiciaram um modelo de colonização distinto. O clima subtropical, o solo fértil e as planícies cortadas por rios navegáveis consolidaram um modelo de colonização semelhante aos padrões ibéricos. Dessa forma, o sistema de Plantation estabeleceu o surgimento de grandes fazendas monocultoras produtoras de tabaco, arroz, índigo e algodão. Com isso, a grande demanda por força de trabalho favoreceu a adoção da mão de obra escrava vinda da África. 

Compondo um processo de ocupação tardio, a região central ficou marcada por uma economia que mesclava a produção agropecuarista com o desenvolvimento de centros comerciais manufatureiros. As primeiras colônias centrais apareceram por volta de 1681, com a fundação das colônias do Delaware e da Pensilvânia. 

Durante a independência das colônias, esta região teve grande importância na organização das ações que deram fim à dominação britânica. 

Formaram então as 13 Colônias Inglesas da América que eram assim divididas: 

Colônias do Norte (Nova Inglaterra): New Hampshire, Massachusetts,
Rhode Island e Connecticut; 
Colônias Centrais: Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Delaware; 
Colônias do Sul: Maryland, Virgínia, Carolina do Norte,
Carolina do Sul e Geórgia.


Colonização Espanhola
                
O Conselho Real e Supremo das Índias era o órgão controlador da colonização, centralizado na Espanha e representado, na América espanhola, pelos chapetones (espanhóis). As Casas de Contratação era o órgão responsável pelas negociações e pela arrecadação de impostos tanto na metrópole (Espanha) quanto nas colônias. Os Cabildos ou Câmaras Municipais tinham como função a decretação de prisões, a criação de impostos e eram a principal fonte de poder, na medida em que as decisões eram tomadas nessas Câmaras. Os criollos (filhos de espanhóis nascidos na América) constituíam os cabildos. 

O pacto colonial, ou seja, as relações entre metrópole e colônia, na colonização espanhola foi bastante rígidas, fazendo com que a extração de metais preciosos fosse destinada, quase que totalmente, para a exportação. 

A mão de obra indígena foi mais intensamente utilizada que a dos negros. Os nativos eram submetidos à mita, no qual eles eram retirados de suas tribos e obrigados a trabalhar nas minas, recebendo um pagamento irrisório. Além disso, havia a encomienda, onde os indígenas não recebiam, se caracterizando como um trabalho escravo. 

Politicamente, a América espanhola era dividida em: 


Vice-reino da Nova Espanha: (parte do território atual do México, abrangendo ainda regiões incorporadas mais tarde ao sudoeste dos Estados Unidos), 
Vice-reino do Peru
Vice-reino do Rio da Prata: (fragmentou-se em quatro países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai); 
Vice-reino de Nova Granada: (englobava o Equador, a Colômbia e o Panamá).


Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda estabeleceu subdivisões administrativas que foram denominadas Capitanias Gerais, sendo elas: Cuba, Venezuela, Guatemala (que além da atual Guatemala ainda incluía a Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida.


Colonização Portuguesa
            
Os primeiros trinta anos do domínio português no Brasil (1500 – 1530) é chamado de período pré-colonial, pois o governo português não traçou um plano de ocupação, limitou-se apenas a defendê-la contra invasões, principalmente francesas. O interesse pelo pau-brasil foi a única forma de preocupação da metrópole portuguesa com a colônia. A extração do pau-brasil foi predatória, utilizando-se de mão de obra indígena, com retribuição de presentes (escambo). 

Em 1530, com o fracasso do comércio oriental de especiarias e a preocupação com invasões e ocupações estrangeiras, a Coroa portuguesa decidiu pela ocupação das terras brasileiras. O território colonial foi dividido em 15 lotes de terras denominados Capitanias Hereditárias que foram entregues a 12 donatários que deveria explorá-las com recursos próprios. 

Dois documentos regiam esse sistema, as Cartas de Doação e os Forais. A carta de doação era o documento que comprovava a posse da terra, já o Foral determinava os direitos e os deveres dos donatários. Esse sistema não surtiu os efeitos desejados e apenas duas capitanias prosperaram, a Capitania de São Vicente e a Capitania de Pernambuco, ambas devido ao cultivo de cana de açúcar. 

Em 1549, diante do fracasso do sistema de Capitanias, D. João III criou o Governo Geral do Brasil para centralizar a ação colonizadora e garantir a unidade administrativa. Com o Governo Geral, Portugal, assumia diretamente a colonização sem extinguir contudo as capitanias, valendo dos esforços da iniciativa privada. 

O governador-geral era nomeado diretamente pelo rei por um período de quatro anos e contava com a ajuda de três auxiliares, que com ele formavam o Conselho de Governo. Destes três auxiliares, o ouvidor-mor era responsável pela Justiça, o provedor-mor, pelas finanças e o capitão-mor, pela defesa do litoral. 

Os governadores gerais foram Tomé de Sousa (1549 – 1553), Duarte da Costa (1553 – 1558) e Mem de Sá (1558 – 1572). Durante a fase dos governos gerais, definiu-se a base econômica da colonização, a produção de açúcar

Os portugueses não encontraram de início metais preciosos e optaram pela colonização a base agrícola devido suas experiências nas ilhas do Atlântico (Açores e Cabo Verde). O açúcar é de origem indiana, foi introduzido na Europa e chegou a ser produzido na Sicília. São Vicente foi a primeira capitania onde se fez cultivo da cana, mas o Nordeste foi a região que mais se destacou na empresa do açúcar. 

Os fatores que determinaram o êxito da empresa são o interesse do mercado externo, a experiência dos portugueses, a qualidade dos solos e as condições climáticas, a participação holandesa, através do financiamento, refino e distribuição na Europa. 




A forma de ocupação da terra era a grande propriedade (sesmarias, que tinha em média entre 6 e 24 km). O engenho era a unidade produtora. Produzia além do açúcar tudo mais do que necessitava, havia dois tipos de engenho, os engenhos reais, movidos à água e os trapiches, utilizavam tração animal.

O engenho era composto pela casa-grande, senzala, casa do engenho e capela. Um engenho de porte médio contava com cinquenta escravos, os grandes com centenas . As terras do engenho eram formadas pôr canaviais, pastagens e áreas dedicadas ao cultivo de alimentos. 

O açúcar era produzido como monocultura, cujo caráter era extensivo, havia a incorporação de novas terras e não pela melhoria técnica. Ao mesmo tempo desenvolvia-se a pecuária, que se tornou uma atividade independente do engenho, interiorizando o processo colonização. O povoamento e colonização do Brasil começou com a ocupação do litoral mediante á expansão da cultura açucareira 


De 1572 a 1578, o Brasil foi dividido em dois governos, o do Norte (Salvador) a cargo de Luís de Brito e Almeida e o do Sul (Rio de Janeiro) com Antônio Salema. Com o fracasso da divisão, deu-se a reunificação. Salvador era novamente a sede, sob a administração de Lourenço da Veiga. Entre 1602 e 1612, durante a União Ibérica, ocorreu nova divisão e outra reunificação. Em 1621, o Brasil foi dividido em dois estados: Estado do Brasil e Estado do Maranhão e, desta feita, até 1775, quando foi reunificado pelo Marquês de Pombal.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Nazismo e Fascismo

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..........Em diversos países da Europa, a crise do capitalismo provocou efeitos desastrosos. O desemprego aumentou, a produção caiu, a inflação elevou-se e muitas empresas faliram.
..........A crise contribuiu para agravar os conflitos entre as classes sociais, tornando-os mais profundos e explosivos.
..........A democracia liberal, em várias partes do mundo, mostrou-se incapaz de administrar os graves problemas da época. Preocupadas, as elites dominantes (industriais, banqueiros, grandes comerciantes) mostraram-se, então, favoráveis à formação de governos fortes e autoritários, capazes de impor disciplina social para recompor a ordem capitalista.
..........Essas ideias políticas levaram ao recuo das democracias, abrindo espaço para o avanço dos Regimes Totalitários como o fascismo e o nazismo.

Fascismo na Itália


..........Após a Primeira Guerra Mundial, a Itália passava por uma profunda crise econômica, além de contabilizar quase um milhão de mortos na guerra.
.......... Dívidas contraídas dos países vencedores, fome, inflação e o desemprego, provocaram grande agitação social.
..........Foi nesse clima de instabilidade econômica e social que Benito Mussolini fundou em 1921, o Partido Nacional Fascista. Mussolini e seu partido apresentavam-se como solução para a crise italiana. Em 1922, ele conquistou o poder na Itália.
..........Com ações enérgicas e violentas, Mussolini reprimiu os protestos dos trabalhadores contra a exploração das fábricas e conseguiu reerguer economicamente a Itália.
..........Através da educação, a ideologia fascista submeteu o povo italiano a total obediência ao Estado.

Nazismo na Alemanha


..........Derrotada na Primeira Guerra Mundial, A Alemanha enfrentou os anos de 1920 como um país humilhado pelas duras condições do Tratado de Versalhes. Mesmo retomando o desenvolvimento industrial, o país sofria com o elevado número de desempregados e as altas taxas de inflação.
..........Entusiasmados com o exemplo da Revolução Russa, amplos setores do operariado protestavam contra a exploração capitalista em greves organizadas pelo Partido Comunista Alemão (KPD) e pelo Partido Social Democrata (SPD).
..........Temendo a expansão do socialismo, a burguesia alemã passou a fornecer o apoio ao Partido Nazista, autoritário e antidemocrático, liderado por Adolf Hitler.
...........As ideias nazistas foram difundidas graças ao talento oratório de Hitler, às publicações do partido e ao uso de meios espetaculares para influenciar a opinião pública. Entre esses meios, destacavam-se grandes desfiles militares e a adoção de um conjunto de ritos pomposos, que manifestavam noções de ordem, disciplina e organização.
..........As principais teses defendidas por Hitler eram:
A superioridade da raça ariana;
O antissemitismo;
O fortalecimento do Estado;
O Expansionismo.

O totalitarismo se difunde

..........As doutrinas de inspiração nazifascistas se espalharam pelo mundo como, por exemplo:
 Espanha – general Francisco Franco;
 Portugal – Antônio Oliveira Salazar;
 Brasil: Integralismo – Plínio Salgado.

domingo, 9 de abril de 2017

Sistema Colonial:Mercantilismo


O Sistema Colonial desenvolveu-se na América entre os séculos XVI e XVIII. Sua formação está ligada às Grandes Navegações e seu funcionamento obedece aos princípios do Mercantilismo.

O Mercantilismo não é um sistema econômico, e sim uma doutrina, um conjunto de práticas, de ideias aplicadas sobre o sistema econômico, então conhecido por capitalismo comercial. Sua característica fundamental é o metalismo, que corresponde à ideia de que “quanto mais metal precioso existir dentro do território nacional, mais rico será o país”.

É o metalismo que completa as demais características mercantilistas. Em busca do acúmulo dos metais preciosos, os Estados Nacionais tomariam medidas como o princípio da balança comercial favorável, ou seja, ter um índice de exportação sempre maior que o de importação. Esse princípio atrai outro, o do protecionismo alfandegário, que tenta promover a indústria e o comércio nacionais, evitando a concorrência de similares externos.

É claro que tais medidas demonstraram claramente o intervencionismo estatal na economia, outra característica das ideias mercantilistas. O industrialismo e o colonialismo completam o quadro mercantilista.


O mercantilismo variou de país para país, na Espanha, senhora de colônias produtoras de metais preciosos, surgiu o mercantilismo metalista. A França, ajustando-se para fornecer manufaturas de luxo à Espanha, desenvolveu o mercantilismo industrial (Colbertismo). Na Inglaterra desenvolveu-se o mercantilismo comercial. A Holanda criou um eficiente mercantilismo comercial e industrial. Portugal foi o país que mostrou maior flexibilidade na prática do mercantilismo. Começou com o mercantilismo comercial, comprando e revendendo especiarias do Oriente, passou para o mercantilismo de plantagem, baseado na produção destinada ao mercado internacional. Com a descoberta de ouro nas Minas Gerais, aderiu ao mercantilismo metalista, e com a crise do ouro, voltou para o mercantilismo industrial.

Como diversos países europeus procuravam acumular metais, bem como proteger seus produtos em busca de uma balança de comércio favorável, ocorreu que a política mercantilista de um país entrava diretamente em choque com a de outro, igualmente mercantilista. Em outras palavras, os objetivos mercantilistas de um eram anulados pelos esforços do outro. 


Percebendo o problema, os condutores do mercantilismo concluíram que a solução seria cada país mercantilista dominar áreas determinadas, dentro das quais pudesse ter vantagens econômicas declaradas. Surgiram, então, com grande força, as ideias colonialistas. Seu objetivo básico era a criação de um mercado e de uma área de produção colonial inteiramente controladas pela metrópole.

A partir dessas ideias, foi montado o sistema de exploração colonial, que marcou a conquista e a colonização de toda a América Latina, incluindo o Brasil.

Os conceitos-chave do sistema colonial mercantilsta foram: 
•Metrópole – o país dominador da colônia. Centro de decisões políticas e econômicas;


•Colônia – a região dominada pela metrópole. Existiam dois tipos de colônias. As Colônias de Exploração (que a metrópole tem como interesse apenas explorar os recursos naturais delas para enriquecer e levar todo lucro a seu país de origem) e as Colônias de Povoamento (que geralmente eram terras utilizadas para moradia e subsistências dos colonizadores);



•Pacto Comercial – era relação comercial entre a colônia e sua metrópole que garantia a exclusividade dos colonizadores sobre todas as riquezas encontradas ou produzidas nas colônias;


•Monopólio Comercial – foi o instrumento essencial para que a metrópole controlasse a vida econômica da colônia. Com direito exclusivo de realizar comércio com a terra colonizada, a metrópole comprava os produtos da colônia por um preço mais baixo e vendia mercadorias pelo preço mais alto.