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domingo, 24 de setembro de 2017

A Revolução Industrial e a luta por direitos sociais no século XIX

Artesanato, manufatura e maquinofatura

O artesanato, primeira forma de produção industrial, surgiu em fins da Idade Média com o renascimento comercial e urbano e definia-se pela produção independente. O produtor possuía os meios de produção, instalações, ferramentas e matéria-prima. Em casa, sozinho ou com a família, o artesão realizava todas as etapas da produção.

Tomando o sapateiro da Idade Média como exemplo, verificamos que era ele quem preparava o couro, que lhe pertencia, cortava-o com sua tesoura ou faca e costurava-o com linhas e agulhas próprias, até ter ponto o sapato (produto final), que ele venderia a algum interessado. 

Já na Idade Moderna, buscando-se produzir crescentemente para o mercado, os trabalhadores urbanos foram muitas vezes reunidos num mesmo local de trabalho, cada um desempenhando uma atividade específica, utilizando principalmente as mãos para transformar a matéria-prima, fazendo surgir o que se denominou manufatura

Esse sistema de produção caracterizou-se basicamente pela divisão do trabalho e aumento da produtividade. Dessa forma, numa fábrica manufatureira de tecidos do século XVII, por exemplo, um trabalhador fiava, outro cortava até que a peça de pano ficasse pronta. 

Finalmente, como o desenvolvimento da economia capitalista, a produção de artigos para o mercado passou a ser feita em série com máquinas, dando origem às maquinofaturas industriais. Os trabalhadores passaram a participar do processo produtivo apenas com a força de trabalho que aplicavam na produção, já que os meios de produção (instalações, máquinas, capitais, etc.) pertenciam à elite industrial, à classe burguesa. 

O uso de máquinas em grande escala foi implantado na Inglaterra a partir de 1750, aproximadamente. Teve profunda influência sobre a economia mundial, ocasionando significativas mudanças sociais, políticas e culturais para o homem contemporâneo. A esse processo de alteração estrutural da economia, que marcou o início da Idade Contemporânea, chamamos de Revolução Industrial.

A Inglaterra foi a pioneira na Revolução Industrial devido ao acúmulo de riquezas (ouro) das atividades comerciais na época mercantilista, ao controle capitalista das propriedades rurais (cercamentos), às reservas de carvão mineral (combustível) ao crescimento populacional e a posição geográfica estratégica para vender os produtos na Europa e nos E.U.A. 

Na primeira fase da Revolução Industrial, a Inglaterra liderou o processo de industrialização e a indústria têxtil foi a que mais se desenvolveu. A grande oferta de matéria-prima (o algodão, cujo maior produtor era os Estados Unidos) e a abundância de mão de obra barateavam os custos da produção, gerando lucros elevados, os quais eram reaplicados no aperfeiçoamento tecnológico e produtivo. Assim, também o setor metalúrgico foi estimulado, bem como a pesquisa de novas fontes de energia. 

Algumas invenções foram de fundamental importância para ativar o processo de mecanização industrial, entre as quais podemos destacar: 

•Máquina de fiar: James Hargreaves – 1767; 
•Tear hidráulico: Richard Arkwright – 1768; 
•Máquina a vapor: Thomas Newcomen (1698) aperfeiçoada por James Watt – 1769; 
•Tear mecânico: Edmond Cartwright – 1785; 
•Barco a vapor: Robert Fulton – 1805; 
•Locomotiva a vapor: George Stephenson – 1815. 

As consequências da Revolução Industrial foram a urbanização e crescimento das cidades, a divisão do trabalho, a criação das linhas de montagem, a produção em série, a concentração de renda nas mãos dos donos das indústrias, o desenvolvimento dos transportes e das comunicações com os novos inventos, o surgimento da classe dos proletários, a exploração do operário com jornadas diárias superiores a 14 horas, o nascimento de sindicatos e ideologias que defendiam o trabalhador, o êxodo rural, o crescimento desordenado das cidades, poluição do meio ambiente e a falta de lazer.


Movimentos sociais do século XIX

O Congresso de Viena em 1815 propôs a restauração das monarquias absolutistas nos países europeus ocupados pelos exércitos de Napoleão no início do século XIX. Unidas novamente, a nobreza e o clero tentaram implantar novamente o absolutismo do Antigo Regime, extinto desde a Revolução Francesa de 1789 e permaneceram no poder pelas três primeiras décadas do século.

Entre 1830 e 1848, a população europeia enfrentou uma série de fatores negativos como seguidas colheitas ruins, situação de miséria do operariado, falta de liberdade, direitos básicos fundamentais e repressão às camadas populares, que possibilitou uma aliança temporária entre o operariado e a pequena e média burguesia.

Desse frágil entendimento provisório surgiram diversos movimentos revolucionários de contestação aos poderes e as forças conservadoras das monarquias absolutistas no poder em grande parte da Europa. Esses movimentos denominados nacionalistas, liberais, socialistas, comunistas e anarquistas, ocorreram em diversos países como na França, Itália, Áustria, Irlanda, Alemanha, Suíça e Hungria.

Vejamos agora o que eram cada um dessas ideias ou movimentos:
•Liberalismo – Os princípios básicos do liberalismo são um governo democrático, onde os poderes do governante sejam limitados por uma constituição e separados em Executivo, Legislativo e Judiciário. O cidadão tem o direito à total liberdade, inclusive religiosa onde a igreja seria separada do Estado. Na economia, a intervenção do estado deveria ser a menor possível e as atividades econômicas dever ser da iniciativa privada;

•Nacionalismo – As principais ideias defendidas pelo nacionalismo eram o respeito à formação nacional dos povos com mesma origem étnica, linguística e cultural e o direito desses povos de lutarem por sua independência como nação e do direito deles de escolher seu sistema político, sua forma de governo em um território livre e unificado. Através dessas ideias nacionalistas, dois países europeus unificaram-se, a Itália em 1860 e a Alemanha em 1870;

•Socialismo – Os filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels formularam em 1846 uma teoria na qual a economia capitalista seria substituída por uma coletiva, numa sociedade supranacional sem classes chamada de socialismo. Para Marx e Engels, a burguesia que se enriquecia cada vez mais à custa dos trabalhadores (proletários), teria que ser suplantada pelo socialismo, acabando com a exploração dos operários através da ditadura do proletariado “Proletários de todo o mundo, uni-vos!” era o único caminho para a extinção das classes sociais. Os tipos de socialismo acabaram-se diferenciando em socialismo utópico, socialismo científico e socialismo cristão;

•Comunismo – É uma etapa superior ao socialismo sendo uma ideologia que prega a abolição da propriedade privada e o fim da luta de classes, além da construção de um regime político e econômico que possibilite o estabelecimento da igualdade e justiça social entre os homens;

•Anarquismo – Era outra corrente filosófica do movimento operário que defendia a abolição do Estado e de toda e qualquer forma de governo, que seriam as causas da existência dos males sociais, que dever ser substituídos por uma sociedade em que os homens são livres, sem leis, polícia, tribunais ou de instituições que representem o povo, como partidos políticos, centrais sindicais, que privava as pessoas da liberdade de decidir sobre sua própria vida. Para os anarquistas, a sociedade deveria ser organizada de modo que todas as pessoas pudessem participar diretamente das decisões políticas cujas relações seriam voltadas ao auto-abastecimento, sem fins lucrativos e à base de trocas. Seu principal defensor era o russo Bakunin;

•Positivismo – É uma corrente filosófica idealizada por Augusto Comte na França na primeira metade do século XIX que defende a ideia de que o conhecimento propiciado pela observação científica da realidade tornaria possível o estabelecimento de leis universais para o progresso da sociedade e dos indivíduos. Comte, porém, abominava tanto a revolução quanto a democracia, vendo nelas apenas o caos e a anarquia. Para ele “a ordem era a base do progresso social”






sábado, 23 de setembro de 2017

Idade Média: Feudalismo

Panorama 

A Idade Média, segundo os historiadores, é um período compreendido entre os anos de 476 a 1453, ou seja, do século V ao século XV. Costuma-se também dividi-la em dois grandes períodos, A Alta Idade Média (séculos V ao X) e a Baixa Idade Média (séculos XI ao XV). 

É comum chamarmos a Idade Média de Idade das Trevas devido ao pouco avanço cultural, científico produzido nestes quase mil anos e também a economia que esteve praticamente estagnada, graças às populações que viviam nos feudos, cercadas e isoladas umas das outras com uma produção autossuficiente. Também é normal pensar que o comércio praticamente desapareceu no período medieval. 

Na verdade, porém, devemos lembrar que durante todo esse período, continuaram a existir os artesãos (ferreiros e construtores de máquinas, por exemplo), comerciantes e negociantes. As pessoas não deixaram de adquirir certos equipamentos fundamentais à prática da agricultura (como enxadas e arados), que eram, portanto, fabricados e comercializados. Ainda que essas atividades de comércio tenham sido bastante restritas, em uma Europa separada por feudos e ameaçada por guerras entre os povos do continente, isso não significa que elas tenham desaparecido. 


Feudalismo 

As origens do feudalismo remontam ao século III, quando o sistema escravista de produção no Império Romano entrou em crise. Diante da crise econômica e das invasões germânicas, muitos dos grandes senhores romanos abandonaram as cidades e foram morar nas suas propriedades no campo. Esses centros rurais, conhecidos por vilas romanas, deram origem aos feudos medievais. 

Muitos romanos menos ricos passaram a buscar proteção e trabalho nas terras desses grandes senhores. Para poderem utilizar as terras, no entanto, eles eram obrigados a entregar ao proprietário parte do que produziam, estava instituído assim, o colonato

Aos poucos, o sistema escravista de produção no Império Romano ia sendo substituído pelo sistema servil de produção, que iria predominar na Europa feudal. Nascia, então, o regime de servidão, onde o trabalhador rural é o servo do grande proprietário. 

No sistema feudal, o rei concedia terras a grandes senhores. Estes, por sua vez, davam terras a outros senhores menos poderosos, chamados cavaleiros, que, em troca lutavam a seu favor. Quem concedia a terra era um suserano, e quem a recebia era um vassalo. 

As relações entre o suserano e o vassalo eram de obrigações mútuas, estabelecidas através de um juramento de fidelidade. Quando um vassalo era investido na posse do feudo pelo suserano, jurava prestar-lhe auxílio militar. O suserano, por sua vez, se obrigava a dar proteção jurídica e militar ao vassalo

O sistema feudal dominou durante um longo período de tempo, em toda a Europa Ocidental. Por se estender a uma área tão grande não foi idêntico em todos os lugares. Mas há características comuns como o enfraquecimento do poder real ou central, o fortalecimento dos poderes locais, a existência de fidelidade e proteção (suserania e vassalagem), uso generalizado do trabalho servil no campo, declínio das atividades comerciais urbanas e fortalecimento da vida rural.



Sociedade


A sociedade feudal era dividida em três ordens principais ou estamentos: 
•Clero: Eram os membros da Igreja Católica como padres, monges, bispos, abades e cardeais. A Igreja era grande proprietária de terra e tinha grande influência política e ideológica;

•Nobreza: Eram os senhores de terra e suas famílias, que se dedicavam às atividades militares, Em tempos de paz, os nobres caçavam e participavam de torneios que serviam de treinos para a guerra. Constituíam-se de Duques, Marqueses, Condes, Viscondes, Barões e Cavaleiros;

•Servos: Eram a maioria da população. Constituíam-se de camponeses que realizavam todos os trabalhos necessários à subsistência da sociedade. Eles tinham uma série de restrições à liberdade, poderiam ser vendidos, trocados ou dados pelo seu senhor. Porém eram diferentes dos escravos clássicos, pois tinham reconhecimento de sua condição humana, podiam ter bens e recebiam proteção de seu senhor.

Além destes três estamentos, havia os vilões, que eram homens livres que trabalhavam para os senhores feudais, mas não eram presos à terra e pequenos mercadores e artesãos.

A economia era autossuficiente, ou seja, tudo que se produzia era para consumo próprio do feudo não havendo excedentes. Baseava-se na agricultura e pecuária. Como não havia moedas, era usado um sistema de trocas de mercadorias entre os habitantes com compensações em caso de um produto de maior valor.


Relações e obrigações feudais


Geralmente as terras dos feudos dividiam-se em:
•Manso Comunal: Eram terras de uso comum. Compreendiam em bosques e pastagens. Nessas terras os servos recolhiam madeiras e soltavam animais para pastar;

•Reserva Senhorial: Eram terras que pertenciam exclusivamente ao senhor feudal e era onde se localizavam o moinho, os fornos, o estábulo e a capela;

•Manso Servil: Eram terras utilizadas pelos servos. Destas terras eles retiravam seu sustento e os recursos para cumprir as obrigações servis.

A forma de trabalho predominante era a servidão, onde o servo era ‘’homem livre’’, mas era preso à terra na qual trabalhava. Ele tinha que produzir o sustento da sua família e para a nobreza feudal.

O servo era obrigado a trabalhar gratuitamente alguns dias da semana nas terras do senhor feudal, podia ser na agricultura, na criação de animais, na construção de casas e outros edifício ou benfeitorias. Este imposto era chamado de Corveia.

Os servos também pagavam a talha onde eram obrigados a entregar parte da produção agrícola ou pastoril ao senhor feudal. Havia ainda a banalidade, pagamento de taxas ao senhor pela utilização de equipamentos e instalações do senhorio (celeiros, fornos, moinhos, etc.), a mão morta que era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil em caso do falecimento do pai da família, a capitação ou imposto pago por cada membro da família servil (por cabeça) e o tostão de Pedro, um imposto pago à igreja, utilizado para a manutenção da capela local.

No século X o feudalismo atingiu o seu auge tornando-se uma forma de organização vigente em boa parte do continente europeu. A partir do século seguinte, o aprimoramento das técnicas de produção agrícola e o crescimento populacional proporcionaram melhores condições para o reavivamento das atividades comerciais. Os centros urbanos voltaram a florescer e as populações saíram da estrutura hermética que marcou boa parte da Idade Média.



Igreja Católica

Em meio à desorganização administrativa, econômica e social produzida pelas invasões germânicas e ao esfacelamento do Império Romano, praticamente apenas a Igreja Católica, com sede em Roma, conseguiu manter-se como instituição. Consolidando sua estrutura religiosa, a Igreja foi difundindo o cristianismo entre os povos bárbaros, enquanto preservava muitos elementos da cultura greco-romana. 
Valendo-se de sua crescente influência religiosa, a Igreja passou a exercer importante papel em diversos setores da vida medieval, servindo como instrumento de unificação, diante da fragmentação política da sociedade feudal. 

Durante a Idade Média, a Igreja Católica conquistou e manteve grande poder. Possuía o poder econômico, adquirido com as grandes doações de terras feitas pelos fiéis em troca da possível recompensa do céu. Calcula-se que a Igreja Católica tenha chegado a controlar um terço das terras cultiváveis da Europa Ocidental. Era, portanto, uma grande "senhora feudal" numa época em que a terra constituía a base de riqueza da sociedade.

Toda a vida civil estava regulada pelas observações religiosas. As estações do ano agrícola, as reuniões das assembleias consultivas, o calendário anual eram marcados pelas atividades religiosas.

A vida cotidiana era toda impregnada por pequenos rituais católicos, que demonstravam o grande poder da religião. As doenças epidemias e catástrofes eram geralmente atribuídas ao Diabo, e eram resolvidas por meio de exorcismos, sinais da cruz e outros simbolismos católicos. O poder da Igreja diferenciava-se dos demais, uma vez que além do território sob sua jurisdição política ela tinha o poder espiritual sobre quase todo o território europeu.

Esse domínio, construído durante a Idade Média, consistia em estar presente na vida das diferentes camadas sociais. Era a Igreja que representava, pela sua função religiosa, a segurança para a população medieval atemorizada com a morte e, sobretudo, com o que pudesse ocorrer depois da morte. Essa influência, a princípio puramente espiritual, passa a estender-se para o político, na medida em que eram os papas que coroavam os imperadores, nas cerimônias de sagração.
Havia o poder temporal, onde a Igreja interferia nos assuntos políticos dos reinos europeus ou fornecendo justificativas religiosas, para as guerras contra os infiéis, as Guerras Santas. Entre os movimentos mais conhecidos da Idade Média, orientados pela Igreja, estão as Cruzadas, que contaram com o apoio dos dirigentes políticos das monarquias feudais, para retomar a Terra Santa, então em poder dos turcos.

Alguns integrantes da Igreja Católica foram extremamente importantes para a preservação da cultura. Os monges copistas dedicaram-se a copiar e guardar os conhecimentos das civilizações antigas, principalmente, dos sábios gregos. Graças aos monges, esta cultura se preservou.

A cultura na Idade Média foi muito influenciada pela religião católica. As pinturas, esculturas e livros eram marcados pela temática religiosa. Os vitrais das igrejas traziam cenas bíblicas, pois era uma forma didática e visual de transmitir o evangelho para uma população quase toda formada por analfabetos.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência da América Latina

América Espanhola
As mudanças efetuadas pela Espanha em sua política colonial possibilitaram o aumento do lucro da elite criolla na América, no entanto, o desenvolvimento econômico ainda estava muito limitado por várias restrições ao comércio, pela proibição de instalação de manufaturas e pelos interesses da burguesia espanhola, que dominava as atividades dos principais portos coloniais. 

Os criollos enfrentavam ainda grande obstáculo à ascensão social, na medida em que as leis garantiam privilégios aos nascidos na Espanha (os chapetones). Os cargos políticos e administrativos, as patentes mais altas do exército e os principais cargos eclesiásticos eram vetados à elite colonial.

Soma-se à situação sócia econômica, a influência das ideias iluministas, difundidas na Europa no decorrer do século XVIII e que tiveram reflexos na América.

Mas as guerras Napoleônicas e a invasão da Espanha por tropas francesas foram determinantes para as rebeliões que levaram a independência das colônias espanholas.
Enfraquecida pela guerra na Europa, a metrópole viu a investida britânica e norte-americana pela expansão de seus mercados consumidores sobre as colônias.

Os dois dos maiores líderes criollos da independência foram Simon Bolívar e José de San Martin. Organizando exércitos pelas porções norte e sul da América, ambos destacaram-se na proclamação de independência de vários países latino-americanos. 

São características da independência da América Espanhola:
•a grande participação popular, porém sob a liderança dos criollos;
•o caráter militar, envolvendo anos de conflito com a Espanha;
•a fragmentação territorial, divisão em vários países;
•adoção do regime republicano - exceção feita ao México.

Após a independência, o projeto político de Simon Bolivar era construir uma América Latina unificada em uma única grande nação, uma confederação (Pan Americanismo). Mas esse plano fracassou. Interesses ingleses e norte americanos em controlar economicamente a região que não viam com bons olhos a união política, aliado aos interesses criollos de influenciar a política de suas próprias regiões, acabaram com esse sonho.

Clique aqui e veja o mapa animado da independência da América Espanhola

Brasil: Antecedentes
O plano das Cortes de Lisboa era reconquistar os antigos privilégios comerciais, resgatando o monopólio comercial sobre o Brasil, revogar a autonomia administrativa conquistada com a elevação do país a Reino Unido. As Cortes promulgaram uma série de decretos anulando os poderes regenciais de D. Pedro.

Quando ficou evidente que as Cortes tinham por objetivo recolonizar o Brasil, começou a se formar uma ampla aliança anticolonialista, integrada por diversas forças sociais que compunham a sociedade brasileira daquele período. Esse grupo, liderado pelas elites brasileiras decidiram manter a todo custo a liberdade de comércio do país e a autonomia administrativa. Para isso, organizaram-se em torno de D. Pedro dando-lhe todo o apoio para resistir as ordens que chegavam de Portugal.

Mas as lideranças desses grupos divergiam profundamente sobre os rumos do movimento de independência

O "dia do Fico"
Pressionado pelas Cortes de Lisboa para regressar à Portugal, D. Pedro recebeu, em janeiro de 1822, uma petição com 8 mil assinaturas solicitando a sua permanência. Sua decisão foi tomada com base numa frase célebre: "Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico", que deu origem ao chamado "dia do Fico". A decisão expressou publicamente a adesão do regente à causa brasileira.

A partir de então, sucederam-se os atritos políticos com as Cortes de Lisboa. Ministros portugueses pediram demissão. Formou-se um novo ministério, e José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado ministro do Reino e Negócios Estrangeiros.

Em maio de 1822, o príncipe regente aceitou o título de Defensor Perpétuo do Brasil, oferecido pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em junho, decidiu convocar uma Assembleia Constituinte. Em agosto, resolveu considerar inimigas as tropas portuguesas que eventualmente desembarcassem no Brasil.

"Independência ou morte"
As Cortes de Lisboa elaboraram um decreto que anulava os poderes de D. Pedro. Este último acontecimento, teve como consequência a declaração formal de independência do Brasil, proclamada por D. Pedro em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo: "É tempo (...) independência ou morte (...). Estamos separados de Portugal".

Em dezembro de 1822, ele foi coroado imperador do Brasil, tornando-se D. Pedro I. Iniciavam-se o Império e o Primeiro Reinado.

Conclusão
A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases socioeconômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.


 Cena da mini série "O quinto dos infernos" Rede Globo (2002) 
Com D. Pedro I proclamando a independência do Brasil.

domingo, 3 de setembro de 2017

Guerra Fria



Terminada a Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou dividido entre duas áreas de influência: A capitalista, liderada pelos Estados Unidos da América (EUA) e a socialista, comandada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Uma intensa guerra econômica, tecnológica e diplomática pela expansão destas áreas entre os dois blocos, cujos líderes detinham a tecnologia de armas atômicas, levaram a uma corrida armamentista que durou 40 anos colocando o mundo em uma ameaça constante de uma iminente guerra nuclear, podendo levar o planeta a destruição. 

No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lutavam para manter o resto da Europa sob sua influência, já que a URSS controlava o os países do Leste Europeu. Os norte-americanos estavam sendo apoiados pela Doutrina Truman e com empréstimos de U$ 13 bilhões de dólares a países da Europa Ocidental através do Plano Marshall, além de apoiar o início das ditaduras na América Latina, enquanto a URSS adota o COMECON com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas. 

A URSS adota a política isolacionista, mais conhecida como “Cortina de Ferro”, e com o auxílio do Exército Vermelho, houve uma reforma nos governos do Leste Europeu que passaram a ser satélites de Moscou. 

No início da década de 1950, Os EUA liderou uma forte política de combate ao comunismo em seu território e no mundo. Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o "american way of life". Vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderem ideias próximas ao socialismo. O Macarthismo, comandado pelo senador republicano Joseph McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa ideologia também chegava aos países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta. 

Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível. Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados. Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos. 

Essas duas superpotências travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços espaciais. Na chamada corrida espacial, corriam para tentar atingir objetivos significativos nesta área. Isso ocorria, pois havia certa disputa entre as potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pode acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana. 

No ano de 1949 a Guerra Fria expandiu-se principalmente quando os soviéticos lançaram sua primeira bomba atômica, iniciando assim, a corrida nuclear. Já os norte-americanos estavam testando armas nucleares no atol de Bikini, no Oceano Pacífico. 

Em 1952, os EUA explodiram a primeira bomba de hidrogênio, e a URSS em 1955, além disso, as superpotências criaram blocos militares que reuniam seus aliados, como a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), comandada pelos EUA e o Pacto de Varsóvia, liderada pela URSS. 

Entre as décadas de 1950 e 1980, esses dois blocos militares estivaram a um passo de se enfrentar em campo de batalha, mas, em vez disso, limitaram-se a apoiar conflitos armados em diversas regiões do mundo aonde em algumas delas, chegaram a participar diretamente no conflito como no caso da Guerra da Coréia e do Vietnã com soldados americanos e no Afeganistão com tropas soviéticas. 

Os principais conflitos da Guerra Fria foram: 
•Guerra da Coreia – 1950-1953; 
•Revolução Cubana – 1959; 
•Guerra do Vietnã – 1959-1975; 
•Invasão do Afeganistão – 1979. 

No ano de 1985, como Mikhail Gorbatchev no poder soviético, implantando a glasnost e a perestroika, há uma queda na tensão e na guerra ideológica. O fim da Guerra Fria for marcado pela queda do muro de Berlim em 1989, pela reunificação da Alemanha em 1990 e pela desintegração soviética no natal de 1991.

Para ver em tela cheia, clique aqui        

sábado, 2 de setembro de 2017

Bárbaros e Império de Carlos Magno


Os bárbaros eram povos que viviam fora das fronteiras do império. Eles se dividiam em:
Tártaro-mongóis: (hunos, turcos, búlgaros, húngaros – magiares);
Eslavos: (russos, poloneses, tchecos, sérvios);
Germanos: (visigodos, ostrogodos, hérulos, anglos, saxões, lombardos, vândalos e francos).

Os germanos eram os bárbaros mais conhecidos pelos romanos. Entre os séculos II e III eles já haviam se deslocado para dentro das fronteiras do império e receberam do governo de Roma, terras na fronteira norte para se estabelecerem devendo apenas participar do exército. Com isso, os germanos foram se integrando à sociedade romana.

A partir do século IV, porém, eles passaram a penetrar de forma mais violenta, fugindo do avanço dos terríveis hunos que por onde passavam aniquilavam tudo. Essas invasões tornaram-se incontroláveis a partir de 455 quando os vândalos invadiram e saquearam Roma, escravizando milhares de romanos.

O último imperador romano, Rômulo Augusto, foi deposto em 476 por Odoacro, chefe dos germanos hérulos. Esse episódio, conhecido como a Queda do Império Romano do Ocidente, marca o fim da Antiguidade e o Início da Idade Média.
A Era Medieval é dividida em Alta e Baixa Idade Média. A Alta Idade Média vai do século V ao século XI, o período medieval inicia com o surgimento de diversos reinos no território do antigo império romano.

Os principais reinos bárbaros foram:
• Reino dos Vândalos: Península Ibérica;
• Reino dos Ostrogodos: Península Itálica;
• Reino dos Anglo-Saxões: Inglaterra;
• Reino dos Francos: França e Alemanha.

Os Francos eram tribos de origem germânica que habitavam a região onde hoje é a Alemanha. Em busca de novas terras, os francos invadem a GÁLIA, atual França. Os francos formaram seu império com a unificação das tribos por Clóvis que reinou entre os anos de 482 e 511. Ele promoveu também a expansão do território do reino derrotando outros bárbaros. O reino franco teve duas dinastias, a Merovíngia e a Carolíngia.

Clóvis converteu-se ao catolicismo e obrigou os francos a fazer o mesmo. A igreja Católica via nos francos a salvação da civilização romana e por isso aliou-se a eles para manter-se no poder. O mesmo continuou acontecendo com a chegada ao poder de Carlos Magno que prestava enormes favores a igreja como proteção contra povos inimigos dela. Em 800, o papa Leão III corou Carlos Magno como imperador do Novo Império Romano do Ocidente.

Em 768, Carlos Magno, sobe ao trono dos francos. Carlos Magno conquista diversos territórios ao seu reino fundando um império, o Sacro Império Romano Germânico. Sob seu comando os francos submeteram diversos povos germânicos e conquistou um vasto império, o maior da Europa na época.

Durante seu reinado, Carlos Magno, assessorado por intelectuais, estimulou a abertura de escolas e mosteiros, incentivando as atividades intelectuais e artísticas e protegendo artistas. Com isso, contribuiu para a preservação e transmissão da cultura da antiguidade clássica.

Após a morte de Carlos Magno, o império franco caiu em decadência, devido a divisão feita entre seus quatro filhos.

Veja o mapa da evolução do reino franco até a divisão em 870

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Império Bizantino e o Mundo árabe

Império Bizantino


O Império Bizantino surgiu em meio à crise que passava o Império Romano no século IV, quando o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes, o Império Romano do Ocidente com capital em Roma e o Império Romano do Oriente com capital em Constantinopla. No final do século V, as invasões dos povos bárbaros haviam destruído e fragmentado o império ocidental, enquanto no oriente o poder manteve-se centralizado.


A cidade de Constantinopla era a capital do Império Bizantino e se localizava no estreito de Bósforo entre o Mar de Mármora e o Mar Negro. Localizada entre a Europa e a Ásia, era o destino final de importantes rotas comerciais vindas da Ásia e o destino inicial de rotas comerciais para a Europa. Favorecia o intercâmbio cultural e comercial de todas as sociedades desenvolvidas da época.

No governo de Justiniano (527 – 565), o império expandiu seu território que visava recuperar o antigo esplendor vivido pelo Antigo Império Romano, realizando importantes conquistas no norte da África, derrotando os vândalos e posteriormente os ostrogodos na Península Itálica e por último, parte da Espanha após derrotar os visigodos.
Do século VII ao X o Império Bizantino perdeu progressivamente os territórios conquistados e sofreu fortes investidas de outros povos germânicos, de búlgaros e persas.

A recuperação e fortalecimento do Império ocorreram durante o reinado de Basílio II, que derrotou os búlgaros, no entanto, nesse mesmo século XI novas invasões ocorreram, destacando-se os turcos seldjúcidas no oriente médio a partir de 1071.

Governando de forma despótica, Justiniano controlou a vida política, econômica e também a religiosa exercendo forte influência sobre a Igreja, instituindo o “cesaropapismo” e combatendo todas as manifestações contrárias como as “heresias” preocupando a igreja e afetando seu poder.

Mesmo contando com essa aproximação do mundo romano, o Império Bizantino sofreu influência dos valores da cultura grega e asiática. Um dos traços mais nítidos dessa multiplicidade da cultura bizantina nota-se nas particularidades de sua prática religiosa cristã. 


Divergindo de princípios do catolicismo romano, os cristãos bizantinos não reconheciam a natureza física de Cristo, admitindo somente sua existência espiritual. Além disso, repudiavam a adoração de imagens chegando até mesmo a liderarem um movimento iconoclasta. 

Essas divergências doutrinárias chegaram ao seu auge quando, em 1054, o Cisma do Oriente estabeleceu a divisão da Igreja em Católica Apostólica Romana e Ortodoxa. Dessa forma, a doutrina cristã oriental começou a sofrer uma orientação afastada de diversos princípios do catolicismo tradicional contando com lideranças diferentes das de Roma.

Na Baixa Idade Média, o Império Bizantino deu seus primeiros sinais de enfraquecimento. O movimento cruzadista e a ascensão comercial das cidades italianas foram responsáveis pela desestruturação do Império.

A Quarta cruzada foi responsável pela desagregação do império 1204 a 1261, durante esse período grande parte do território bizantino ficou sob domínio dos mercadores de Veneza.

No século XIV, a expansão turco-otomana na região dos Bálcãs e da Ásia Menor reduziu o império à cidade de Constantinopla. Finalmente, em 1453, os turcos dominaram a cidade e deram o nome de Istambul, uma das principais cidades da Turquia.

Mundo Árabe

A civilização árabe surgiu e irradiou-se a partir da Península Arábica, localizada na Ásia entre o Golfo Pérsico, o Oceano Índico e o Mar Vermelho.

Eles se dividiam em:
Árabes do litoral: povos sedentários que moravam em cidades próximas do litoral como Meca e Yathrib. Dedicavam-se ao comércio;
Árabes do deserto: povos seminômades que vivam em oásis da península. Eram criadores de ovelhas, cabras e camelos e realizam saques e pilhagens.

Até o século VI, os árabes ligavam-se pelos laços de parentesco e por elementos culturais comuns. Falavam o mesmo idioma e possuíam a mesma religião politeísta, adorando centenas de divindades.


Na cidade de Meca havia um templo conhecido como Caaba que reunia as estátuas dos principais deuses. Lá também se encontrava a Pedra Negra venerada pelos árabes que diziam ter sida trazida do céu por um anjo. A cidade, além de centro religioso, era também o principal centro comercial dos árabes.

Em 630, Meca foi conquistada por Maomé (Mohamed), que estabeleceu uma nova religião, monoteísta, denominada Islamismo. Logo, a nova crença se espalhou pela Arábia e os diversos povos foram se unificando em torno da nova religião. Por meio da identidade religiosa, criou-se outra organização política e social entre os árabes.

A religião islâmica prega a submissão total do ser humano a Alá, o deus único criador do universo. Essa submissão é chamada de Islão e aquele que tem fé em Alá é chamado de muçulmano.

Todos os princípios básicos do islamismo encontram-se reunidos no Corão ou Alcorão que além de normas religiosas inclui preceitos jurídicos, morais, econômicos e políticos que orientam o cotidiano da vida social.

Os princípios básicos do islamismo são:
•Crer em Alá, o único Deus e em Maomé (Mohamed), o seu grande profeta;
•Fazer cinco orações diárias com seu rosto voltado para a cidade sagrada de Meca;
•Ser generoso com os pobres dando-lhe esmolas;
•Cumprir o jejum religioso durante o Ramadan (mês sagrado);
•Ir em peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida.

Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu várias interpretações, entre as quais se destacaram duas correntes, a dos sunitas que correspondem a aproximadamente 80% dos muçulmanos do mundo e a dos xiitas com os outros 20%.

Maomé e seus seguidores criaram o Estado muçulmano de governo teocrático que se expandiu por meio de conquistas militares. Essa expansão se deu em três fases:
•Primeira etapa (632 – 661): Conquistas da Pérsia, Síria, Palestina, Egito;
•Segunda etapa (661 – 750): Conquistas do noroeste da China, norte da África e de quase toda a Península Ibérica;
•Terceira etapa (750 – 1258): Conquistas na Península Balcânica (Europa).

Os árabes tiveram grande influência sobre a civilização ocidental. Eles se destacaram no comércio com o controle de rotas comerciais provenientes da Ásia, revolucionaram a atividade náutica com vários inventos como barco a vela, a bússola e espalharam para o ocidente a pólvora e o papel, na matemática introduziram o algarismo hindu e o numeral zero, desenvolveram a álgebra e a trigonometria e na medicina, descobriram novas técnica cirúrgicas, causas de doenças como varíola e sarampo e ainda contribuíram com várias palavras na língua portuguesa como álcool, algodão, azeite, esfirra, quibe, açougue, etc.

domingo, 13 de agosto de 2017

Segunda Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história humana. Deixou um saldo de 55 milhões de mortos, 35 milhões de feridos e 190 milhões de refugiados. Foi também o palco da explosão de duas bombas atômicas, inaugurando um poder de destruição jamais visto pelo homem.

As principais causas da guerra foram:
•as imposições previstas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes;
•a expansão territorial, militar e econômica dos países totalitários do Japão, Itália e Alemanha;
•a política de apaziguamento da Inglaterra e França;
•a formação dos países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão;
•a invasão da Polônia por tropas nazistas.


A partir de 1º de setembro de 1939, o início da guerra, o conflito tomou proporções mundiais envolvendo povos do mundo todo com batalhas em quase todos os continentes. A guerra toda durou quase 6 anos e foi dividida por historiadores em três períodos:


Primeira Fase: 1939 – 1941: Avanço dos países do Eixo na Europa com a guerra relâmpago nazista (blitzkrieg) conquistando Dinamarca, Holanda, Bélgica, Noruega e França e na Ásia com conquistas japonesas na China, sudeste asiático e ilhas do Pacífico;

Segunda Fase: 1941 – 1943: Entrada na guerra da União Soviética após o cerco nazista a Leningrado e a batalha da cidade de Stalingrado e também dos Estados Unidos após o ataque japonês à base naval americana em Pearl Harbor no Havaí;

Terceira Fase: 1943 – 1945: Vitória dos países aliados na Europa, a partir da invasão da Normandia (Dia D) em 6 de junho de 1944 até a rendição alemã em 8 de maio de 1945 e na Ásia após a explosão de duas bombas atômicas pelos americanos em duas cidades japonesas de Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki (9 de agosto de 1945).






Consequências da Guerra
Além dos milhões de mortos e feridos, aperfeiçoaram-se as técnicas militares de destruição com novos tanques, foguetes, radares, aviões a jato, navios porta-aviões e a bomba atômica.

Aproximadamente 12 milhões de pessoas morreram nos campos de concentração e extermínio. Desses, 6 milhões de judeus na “solução final” do problema judeu, segundo a loucura antissemítica de Adolf Hitler.

O período pós-guerra foi marcado por uma série de transformações no cenário político-econômico mundial, que levaram ao estabelecimento de uma nova ordem internacional marcada pelo equilíbrio tenso das forças capitalistas lideradas pelos EUA e socialistas lideradas pela URSS.

Essas duas forças dividiram a Alemanha nazista derrotada, sua capital, Berlin, onde foi construído um muro pelos socialistas, isolando Berlin Ocidental do restante da Alemanha Oriental e posteriormente, todo o mundo em duas áreas de influência.

Foram criadas ainda, por essas duas superpotências, duas aliança militares, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), chefiada pelos EUA e o Pacto de Varsóvia, chefiado pela URSS.

Esses dois blocos promoveram uma corrida armamentista com a proliferação de armas atômicas, gerando vários conflitos e guerras em algumas partes do mundo onde apareceram disputas por territórios entre povos de suas áreas de influência que quase terminaram em uma Terceira Guerra Mundial, mas felizmente isso não ocorreu, graças à atuação da ONU (Organização das Nações Unidas). Esse período de tensão foi conhecido como Guerra Fria.

No plano econômico, a recuperação dos países destruídos na Segunda Guerra se deu através do Plano Marshall dos EUA em um primeiro momento e posteriormente pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial, formado pelo BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) e a AID (Associação Internacional de desenvolvimento) todos os órgãos especiais da ONU.