Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... Fazendo História Nova

domingo, 23 de abril de 2017

América Colonial


Colonização Inglesa

No ano de 1620, o navio Mayflower saiu da Inglaterra com um grupo de artesãos, pequenos burgueses, comerciantes, camponeses e pequenos proprietários interessados em habitar uma terra onde poderiam prosperar e praticar o protestantismo livremente. Chegando à América do Norte naquele mesmo ano, os colonos fundaram a colônia de Plymouth – atual estado de Massachusetts – que logo se transformou em ponto original da chamada Nova Inglaterra. 

Com o passar do tempo, esse processo de colonização estabelecida por meio da ação autônoma de determinados indivíduos passou a ganhar características mais diversas. Na região norte, a colonização de povoamento teve que suplantar grandes dificuldades que com a posterior consolidação de pequenas propriedades e o uso de mão de obra livre permitiram a formação de um comércio diversificado sustentado pela introdução da manufatura e o surgimento de um mercado consumidor. 

Na região sul, as especificidades geográficas e climáticas propiciaram um modelo de colonização distinto. O clima subtropical, o solo fértil e as planícies cortadas por rios navegáveis consolidaram um modelo de colonização semelhante aos padrões ibéricos. Dessa forma, o sistema de Plantation estabeleceu o surgimento de grandes fazendas monocultoras produtoras de tabaco, arroz, índigo e algodão. Com isso, a grande demanda por força de trabalho favoreceu a adoção da mão de obra escrava vinda da África. 

Compondo um processo de ocupação tardio, a região central ficou marcada por uma economia que mesclava a produção agropecuarista com o desenvolvimento de centros comerciais manufatureiros. As primeiras colônias centrais apareceram por volta de 1681, com a fundação das colônias do Delaware e da Pensilvânia. 

Durante a independência das colônias, esta região teve grande importância na organização das ações que deram fim à dominação britânica. 

Formaram então as 13 Colônias Inglesas da América que eram assim divididas: 

Colônias do Norte (Nova Inglaterra): New Hampshire, Massachusetts,
Rhode Island e Connecticut; 
Colônias Centrais: Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Delaware; 
Colônias do Sul: Maryland, Virgínia, Carolina do Norte,
Carolina do Sul e Geórgia.


Colonização Espanhola
                
O Conselho Real e Supremo das Índias era o órgão controlador da colonização, centralizado na Espanha e representado, na América espanhola, pelos chapetones (espanhóis). As Casas de Contratação era o órgão responsável pelas negociações e pela arrecadação de impostos tanto na metrópole (Espanha) quanto nas colônias. Os Cabildos ou Câmaras Municipais tinham como função a decretação de prisões, a criação de impostos e eram a principal fonte de poder, na medida em que as decisões eram tomadas nessas Câmaras. Os criollos (filhos de espanhóis nascidos na América) constituíam os cabildos. 

O pacto colonial, ou seja, as relações entre metrópole e colônia, na colonização espanhola foi bastante rígidas, fazendo com que a extração de metais preciosos fosse destinada, quase que totalmente, para a exportação. 

A mão de obra indígena foi mais intensamente utilizada que a dos negros. Os nativos eram submetidos à mita, no qual eles eram retirados de suas tribos e obrigados a trabalhar nas minas, recebendo um pagamento irrisório. Além disso, havia a encomienda, onde os indígenas não recebiam, se caracterizando como um trabalho escravo. 

Politicamente, a América espanhola era dividida em: 


Vice-reino da Nova Espanha: (parte do território atual do México, abrangendo ainda regiões incorporadas mais tarde ao sudoeste dos Estados Unidos), 
Vice-reino do Peru
Vice-reino do Rio da Prata: (fragmentou-se em quatro países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai); 
Vice-reino de Nova Granada: (englobava o Equador, a Colômbia e o Panamá).


Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda estabeleceu subdivisões administrativas que foram denominadas Capitanias Gerais, sendo elas: Cuba, Venezuela, Guatemala (que além da atual Guatemala ainda incluía a Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida.


Colonização Portuguesa
            
Os primeiros trinta anos do domínio português no Brasil (1500 – 1530) é chamado de período pré-colonial, pois o governo português não traçou um plano de ocupação, limitou-se apenas a defendê-la contra invasões, principalmente francesas. O interesse pelo pau-brasil foi a única forma de preocupação da metrópole portuguesa com a colônia. A extração do pau-brasil foi predatória, utilizando-se de mão de obra indígena, com retribuição de presentes (escambo). 

Em 1530, com o fracasso do comércio oriental de especiarias e a preocupação com invasões e ocupações estrangeiras, a Coroa portuguesa decidiu pela ocupação das terras brasileiras. O território colonial foi dividido em 15 lotes de terras denominados Capitanias Hereditárias que foram entregues a 12 donatários que deveria explorá-las com recursos próprios. 

Dois documentos regiam esse sistema, as Cartas de Doação e os Forais. A carta de doação era o documento que comprovava a posse da terra, já o Foral determinava os direitos e os deveres dos donatários. Esse sistema não surtiu os efeitos desejados e apenas duas capitanias prosperaram, a Capitania de São Vicente e a Capitania de Pernambuco, ambas devido ao cultivo de cana de açúcar. 

Em 1549, diante do fracasso do sistema de Capitanias, D. João III criou o Governo Geral do Brasil para centralizar a ação colonizadora e garantir a unidade administrativa. Com o Governo Geral, Portugal, assumia diretamente a colonização sem extinguir contudo as capitanias, valendo dos esforços da iniciativa privada. 

O governador-geral era nomeado diretamente pelo rei por um período de quatro anos e contava com a ajuda de três auxiliares, que com ele formavam o Conselho de Governo. Destes três auxiliares, o ouvidor-mor era responsável pela Justiça, o provedor-mor, pelas finanças e o capitão-mor, pela defesa do litoral. 

Os governadores gerais foram Tomé de Sousa (1549 – 1553), Duarte da Costa (1553 – 1558) e Mem de Sá (1558 – 1572). Durante a fase dos governos gerais, definiu-se a base econômica da colonização, a produção de açúcar

Os portugueses não encontraram de início metais preciosos e optaram pela colonização a base agrícola devido suas experiências nas ilhas do Atlântico (Açores e Cabo Verde). O açúcar é de origem indiana, foi introduzido na Europa e chegou a ser produzido na Sicília. São Vicente foi a primeira capitania onde se fez cultivo da cana, mas o Nordeste foi a região que mais se destacou na empresa do açúcar. 

Os fatores que determinaram o êxito da empresa são o interesse do mercado externo, a experiência dos portugueses, a qualidade dos solos e as condições climáticas, a participação holandesa, através do financiamento, refino e distribuição na Europa. 




A forma de ocupação da terra era a grande propriedade (sesmarias, que tinha em média entre 6 e 24 km). O engenho era a unidade produtora. Produzia além do açúcar tudo mais do que necessitava, havia dois tipos de engenho, os engenhos reais, movidos à água e os trapiches, utilizavam tração animal.

O engenho era composto pela casa-grande, senzala, casa do engenho e capela. Um engenho de porte médio contava com cinquenta escravos, os grandes com centenas . As terras do engenho eram formadas pôr canaviais, pastagens e áreas dedicadas ao cultivo de alimentos. 

O açúcar era produzido como monocultura, cujo caráter era extensivo, havia a incorporação de novas terras e não pela melhoria técnica. Ao mesmo tempo desenvolvia-se a pecuária, que se tornou uma atividade independente do engenho, interiorizando o processo colonização. O povoamento e colonização do Brasil começou com a ocupação do litoral mediante á expansão da cultura açucareira 


De 1572 a 1578, o Brasil foi dividido em dois governos, o do Norte (Salvador) a cargo de Luís de Brito e Almeida e o do Sul (Rio de Janeiro) com Antônio Salema. Com o fracasso da divisão, deu-se a reunificação. Salvador era novamente a sede, sob a administração de Lourenço da Veiga. Entre 1602 e 1612, durante a União Ibérica, ocorreu nova divisão e outra reunificação. Em 1621, o Brasil foi dividido em dois estados: Estado do Brasil e Estado do Maranhão e, desta feita, até 1775, quando foi reunificado pelo Marquês de Pombal.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Nazismo e Fascismo

.........
..........Em diversos países da Europa, a crise do capitalismo provocou efeitos desastrosos. O desemprego aumentou, a produção caiu, a inflação elevou-se e muitas empresas faliram.
..........A crise contribuiu para agravar os conflitos entre as classes sociais, tornando-os mais profundos e explosivos.
..........A democracia liberal, em várias partes do mundo, mostrou-se incapaz de administrar os graves problemas da época. Preocupadas, as elites dominantes (industriais, banqueiros, grandes comerciantes) mostraram-se, então, favoráveis à formação de governos fortes e autoritários, capazes de impor disciplina social para recompor a ordem capitalista.
..........Essas ideias políticas levaram ao recuo das democracias, abrindo espaço para o avanço dos Regimes Totalitários como o fascismo e o nazismo.

Fascismo na Itália


..........Após a Primeira Guerra Mundial, a Itália passava por uma profunda crise econômica, além de contabilizar quase um milhão de mortos na guerra.
.......... Dívidas contraídas dos países vencedores, fome, inflação e o desemprego, provocaram grande agitação social.
..........Foi nesse clima de instabilidade econômica e social que Benito Mussolini fundou em 1921, o Partido Nacional Fascista. Mussolini e seu partido apresentavam-se como solução para a crise italiana. Em 1922, ele conquistou o poder na Itália.
..........Com ações enérgicas e violentas, Mussolini reprimiu os protestos dos trabalhadores contra a exploração das fábricas e conseguiu reerguer economicamente a Itália.
..........Através da educação, a ideologia fascista submeteu o povo italiano a total obediência ao Estado.

Nazismo na Alemanha


..........Derrotada na Primeira Guerra Mundial, A Alemanha enfrentou os anos de 1920 como um país humilhado pelas duras condições do Tratado de Versalhes. Mesmo retomando o desenvolvimento industrial, o país sofria com o elevado número de desempregados e as altas taxas de inflação.
..........Entusiasmados com o exemplo da Revolução Russa, amplos setores do operariado protestavam contra a exploração capitalista em greves organizadas pelo Partido Comunista Alemão (KPD) e pelo Partido Social Democrata (SPD).
..........Temendo a expansão do socialismo, a burguesia alemã passou a fornecer o apoio ao Partido Nazista, autoritário e antidemocrático, liderado por Adolf Hitler.
...........As ideias nazistas foram difundidas graças ao talento oratório de Hitler, às publicações do partido e ao uso de meios espetaculares para influenciar a opinião pública. Entre esses meios, destacavam-se grandes desfiles militares e a adoção de um conjunto de ritos pomposos, que manifestavam noções de ordem, disciplina e organização.
..........As principais teses defendidas por Hitler eram:
A superioridade da raça ariana;
O antissemitismo;
O fortalecimento do Estado;
O Expansionismo.

O totalitarismo se difunde

..........As doutrinas de inspiração nazifascistas se espalharam pelo mundo como, por exemplo:
 Espanha – general Francisco Franco;
 Portugal – Antônio Oliveira Salazar;
 Brasil: Integralismo – Plínio Salgado.

domingo, 9 de abril de 2017

Sistema Colonial:Mercantilismo


O Sistema Colonial desenvolveu-se na América entre os séculos XVI e XVIII. Sua formação está ligada às Grandes Navegações e seu funcionamento obedece aos princípios do Mercantilismo.

O Mercantilismo não é um sistema econômico, e sim uma doutrina, um conjunto de práticas, de ideias aplicadas sobre o sistema econômico, então conhecido por capitalismo comercial. Sua característica fundamental é o metalismo, que corresponde à ideia de que “quanto mais metal precioso existir dentro do território nacional, mais rico será o país”.

É o metalismo que completa as demais características mercantilistas. Em busca do acúmulo dos metais preciosos, os Estados Nacionais tomariam medidas como o princípio da balança comercial favorável, ou seja, ter um índice de exportação sempre maior que o de importação. Esse princípio atrai outro, o do protecionismo alfandegário, que tenta promover a indústria e o comércio nacionais, evitando a concorrência de similares externos.

É claro que tais medidas demonstraram claramente o intervencionismo estatal na economia, outra característica das ideias mercantilistas. O industrialismo e o colonialismo completam o quadro mercantilista.


O mercantilismo variou de país para país, na Espanha, senhora de colônias produtoras de metais preciosos, surgiu o mercantilismo metalista. A França, ajustando-se para fornecer manufaturas de luxo à Espanha, desenvolveu o mercantilismo industrial (Colbertismo). Na Inglaterra desenvolveu-se o mercantilismo comercial. A Holanda criou um eficiente mercantilismo comercial e industrial. Portugal foi o país que mostrou maior flexibilidade na prática do mercantilismo. Começou com o mercantilismo comercial, comprando e revendendo especiarias do Oriente, passou para o mercantilismo de plantagem, baseado na produção destinada ao mercado internacional. Com a descoberta de ouro nas Minas Gerais, aderiu ao mercantilismo metalista, e com a crise do ouro, voltou para o mercantilismo industrial.

Como diversos países europeus procuravam acumular metais, bem como proteger seus produtos em busca de uma balança de comércio favorável, ocorreu que a política mercantilista de um país entrava diretamente em choque com a de outro, igualmente mercantilista. Em outras palavras, os objetivos mercantilistas de um eram anulados pelos esforços do outro. 


Percebendo o problema, os condutores do mercantilismo concluíram que a solução seria cada país mercantilista dominar áreas determinadas, dentro das quais pudesse ter vantagens econômicas declaradas. Surgiram, então, com grande força, as ideias colonialistas. Seu objetivo básico era a criação de um mercado e de uma área de produção colonial inteiramente controladas pela metrópole.

A partir dessas ideias, foi montado o sistema de exploração colonial, que marcou a conquista e a colonização de toda a América Latina, incluindo o Brasil.

Os conceitos-chave do sistema colonial mercantilsta foram: 
•Metrópole – o país dominador da colônia. Centro de decisões políticas e econômicas;


•Colônia – a região dominada pela metrópole. Existiam dois tipos de colônias. As Colônias de Exploração (que a metrópole tem como interesse apenas explorar os recursos naturais delas para enriquecer e levar todo lucro a seu país de origem) e as Colônias de Povoamento (que geralmente eram terras utilizadas para moradia e subsistências dos colonizadores);



•Pacto Comercial – era relação comercial entre a colônia e sua metrópole que garantia a exclusividade dos colonizadores sobre todas as riquezas encontradas ou produzidas nas colônias;


•Monopólio Comercial – foi o instrumento essencial para que a metrópole controlasse a vida econômica da colônia. Com direito exclusivo de realizar comércio com a terra colonizada, a metrópole comprava os produtos da colônia por um preço mais baixo e vendia mercadorias pelo preço mais alto.






domingo, 2 de abril de 2017

Civilização Grega

A Grécia Antiga localizava-se no sudeste da Europa na península balcânica entre os mares Jônio, Egeu e Mediterrâneo e era dividida em três regiões distintas:
Continental: localizada na península e chamada pelos gregos de Hélade; 
Insular: constituída pelas ilhas dos três mares que circundam a região; 
Asiática: chamada de Jônia que correspondia à costa ocidental da Ásia Menor. 

A população da Grécia Antiga foi formada pela junção de quatro povos de origem indo-europeia que chegaram à região em épocas diferentes, eram eles os aqueus, os eólios, os jônios e os dórios. 

Os períodos da história política grega foram: 
Homérico – séculos XV a.c. a VIII a.c.; 
Arcaico – séculos VIII a.c. a VI a.c.; 
Clássico – séculos VI a.c. a IV a.c.; 
Helenístico – séculos IV a.c. a I a.c.. 

A Grécia não tinha um governo único, um rei que dominava todo o país. Ao contrário, era dividida em várias cidades-estados, cada uma com seu próprio governo e independente da outra. As principais cidades eram Atenas, Esparta, Tebas, Micenas, etc. 

Entre os gregos havia conflitos e diferenças, mas muitos elementos culturais em comum como falar a mesma língua e acreditar nos mesmos deuses. Em função disso, reconheciam-se como helenos e chamavam de bárbaros os povos que não falavam sua língua e não tinham seus costumes. 


Esparta 
A cidade, fundada pelos dórios, localizava-se na Península do Peloponeso, na região da Lacônia, as margens do rio Eurotas

Politicamente a cidade tinha dois reis. Havia também outros órgãos administrativos como: 
•A Gerúsia – homens com mais de 60 anos; 
•A Ápela – homens com mais de 30 anos; 
•O Conselho dos Éforos – 5 anciãos. 

Sua população dividia-se em 3 classes sociais: 
Esparcíatas – os cidadãos; 
Periecos – classe intermediária; 
Hilotas – os escravos 

Os cidadãos espartanos eram condenados a uma existência de privações: na maior parte de suas vidas, estavam submetidos ao serviço militar. Por isso, a cidade tinha o melhor exército do mundo grego. 

A educação masculina era dedicada ao serviço militar, que começava aos sete anos, quando os homens eram submetidos a açoite, a fim de enrijecê-los para os deveres da guerra. 

Entre os vinte e os sessenta anos, os homens estavam a serviço do Estado, que regulava minuciosamente a vida de seus cidadãos: além da educação dos jovens, preocupava-se com o casamento, obrigatório para os celibatários. 

As mulheres espartanas eram preparadas fisicamente para se tornar mães de espartanos sadios. Praticavam ginástica e participavam de jogos esportivos. Gozavam de maior liberdade que as demais mulheres do mundo grego, o que se explica pela frequente ausência do homem e pela necessidade de administrar o patrimônio familiar. 


Atenas 
A cidade de Atenas localizava-se na planície da Ática, a 5 km do mar Egeu, surgiu da fusão de aqueus, eólios e jônios de quem os atenienses se sentiam herdeiros. 

A cidade teve várias formas de governo como a monarquia, a oligarquia, mas foi conhecida mesmo pela democracia onde os cidadãos se reuniam na Ágora para tomar as decisões importantes e escolher um governante entre eles por um período de 6 meses sem reeleição. 

Sua sociedade dividia-se em 3 classes sociais: 
Eupátridas – os cidadãos; 
Metecos – os estrangeiros; 
Escravos

Devido aos solos pouco férteis da região, os atenienses lançaram-se à navegação marítima, aproveitando a proximidade do litoral. Tornaram-se excelentes marinheiros, chegando a dominar grande parte do comércio pelo Mar Mediterrâneo. 

A democracia instituída por Clístenes foi o mais importante legado deixado pela cidade, fato que transformou a cidade na mais importante de todas da Grécia Antiga. 

Durante os séculos V a.c. e IV a.c. devido à riqueza vários artistas e intelectuais viveram na cidade e transformaram para sempre a cultura que se espalharia depois por todo o mundo ocidental influenciando outras civilizações e sociedades até o mundo atual. 


As Guerras 
No período clássico, Atenas e depois Esparta tornaram-se as mais importantes cidades gregas, mas questões econômicas e políticas trouxeram choques de interesses, levando os gregos a lutarem contra outros povos e também entre si. Entre as principais guerras desse período destacam-se: 

Guerras Médicas (499 a.c. – 475 a.c.): A ascensão econômica e cultural da Grécia provocou disputas por rotas comerciais e matérias-primas entre gregos e persas. Essa é uma das razões do longo conflito entre gregos e persas. Essas guerras acabaram promovendo a solidariedade entre os gregos que reforçaram sua identidade cultural contrastando-a com a dos persas. Sob a liderança dos atenienses e espartanos, os cidadãos de outras polis gregas uniram-se para expulsar os persas. Ao final das guerras, Atenas tornou-se a cidade mais poderosa tanto militar quanto economicamente, despertando a ira de outras cidades como Esparta; 


Guerra do Peloponeso (431 a.c. – 404 a.c.): Algumas cidades gregas começaram a se rebelar contra o crescente poder de Atenas no mundo grego. Sob a liderança de Esparta, formou-se uma aliança político-militar conhecida como Liga do Peloponeso para combater a Liga de Delos liderada por Atenas. A guerra do Peloponeso durou 27 anos e ao final, Esparta estendeu seu domínio sobre a Grécia por 30 anos (404 a.c. – 371 a.c.). Após esse período, uma nova revolta liderada pela cidade de Tebas, que contava com um poderoso exército, derrotou os espartanos e instituíram um período de hegemonia que durou mais 10 anos;




Domínio Macedônio: Depois de tantos anos de guerras internas, as cidades gregas enfraqueceram-se abrindo caminho para a invasão e conquista da Grécia pelos macedônios liderados por Filipe II, na batalha de Queronéia em 338 a.c. Filipe organiza então a Grécia em uma confederação, a Assembleia de Corinto, procurando unir os gregos com um objetivo comum, conquistar o Império Persa como forma de vingar pela invasão de 480 a.c.. Contudo, Filipe viria a ser assassinado por um nobre macedônio em 336 a.c., tendo sido sucedido pelo seu filho Alexandre. 

Herança Cultural 
Grande parte da cultura ocidental deve-se a contribuição dos gregos. Foram eles que alteraram o alfabeto fenício, modernizando-o e acrescentando letras, mudaram a direção da escrita para o sentido da esquerda para a direita, fizeram as primeiras escolas mais ou menos como elas são hoje com suas disciplinas, as provas esportivas como jogos olímpicos, o ideal cívico onde eles amaram suas cidades e chegaram a morrer por elas, o regime democrático e o amor pela liberdade, criaram o teatro, além de importantes contribuições na arquitetura, escultura, medicina, filosofia e ciências.

domingo, 26 de março de 2017

Revolução Russa de 1917


Império Russo
Nas primeiras décadas do século XX, os governos da maioria dos países europeus adotavam regimes políticos liberais. O Império Russo, porém, ainda era governado por uma monarquia absolutista, sob o comando de um czar.

Com 175 milhões de habitantes, a população do Império Russo era formada por povos de diversas etnias, línguas e tradições culturais. Mais de 80% dessa população morava no campo e era duramente explorada pela nobreza rural, dona da maioria das terras cultiváveis do país.

O restante da população concentravam-se em cidades populosas como Moscou, São Petersburgo, Odessa e Kiev. Nessas cidades formou-se um operariado de aproximadamente 3 milhões de trabalhadores que recebiam salários miseráveis e viviam submetidos a penosas jornadas de 12 horas de trabalho.

Para defender esses trabalhadores, surgiram várias organizações operárias e um partido político chamado Partido Operário Socialdemocrata que lutava contra a ditadura czarista e por isso foi violentamente perseguido pela polícia política do czar. Seus principais líderes políticos eram Georgi Plekanov, Vladimir Ulianov (Lenin) e Lev Bronstein (Trotski).













Em 1903, os membros do partido Operário Socialdemocrata dividiram-se em dois grupos: 

  • Os mencheviques: a minoria, liderados por Martov e Plekanov; 
  • Os bolcheviques: a maioria, liderados por Lenin. 
Em agosto de 1914 a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. O czar Nicolau II acreditava que por meio da guerra pudesse expandir o Império Russo e diminuir a insatisfação popular.

No entanto, o fato acentuou o descontentamento e precipitou o processo revolucionário. A guerra agravou a situação econômica e social do país. Os soldados, mal-armados e mal alimentados, foram dizimados em derrotas sucessivas. Em dois anos e meio de guerra, a Rússia perdeu quatro milhões de pessoas.

A opinião pública nacional acreditava que o grande culpado pelos sofrimentos do povo russo era o governo do czar. Então uma enorme onda de protestos e passeatas tomou conta do país.

Estoura a Revolução
Em 15 de março de 1917, o conjunto de forças política de oposição conseguiu derrubar Nicolau II, iniciando a revolução russa, que teve três fases:
·        Primeira fase, a revolução branca (março a novembro de 1917): instalou-se um governo provisório formado por políticos liberais chefiados pelo príncipe Lvov e Kerensky. Mesmo realizando medidas desejadas pela população como anistia a presos políticos, redução da jornada de trabalho, os membros desse governo não estavam interessados em resolver os grandes problemas sociais que atingiam camponeses e operários;
·        Segunda fase, a revolução vermelha (novembro de 1917 a 1918): em 7 de novembro os bolcheviques cercaram a cidade de São Petersburgo, sede do governo provisório, prendendo diversos governantes. Os sovietes da Rússia reuniram-se em um congresso e elegeram um Conselho dos Comissários do Povo, presidido por Lenin. A frente do governo, Lenin tomou algumas medidas como pedido de paz imediata à Alemanha, confisco de propriedades privadas e estatização da economia;
·        Terceira fase, a guerra civil (1918 – 1920): forças políticas ligadas ao antigo regime, auxiliados economicamente e militarmente pela Inglaterra, França e Japão tentaram derrubar o governo bolchevique que conseguiu-se manter no poder graças à resistência militar do Exército Vermelho, liderado por Trotsky que após violenta guerra civil saiu-se vitorioso. Assim, o partido bolchevique que desde 1918 mudara de nome para Partido Comunista ocupou definitivamente o poder.
Terminada a guerra civil, em 1921, a Rússia estava devastada, faltavam alimentos para a população e havia ainda o risco de novas rebeliões populares. Lenin então criou o NEP (Nova Política Econômica), promovendo certo retorno às práticas capitalistas como:
  • A liberdade de comércio interno,
  • A liberdade de salários;
  • A criação de empresas privadas;
  • O empréstimo de capitais estrangeiros.
No mesmo ano o Partido Comunista instaurou a ditadura. Toda oposição política foi proibida. Os sindicatos dos trabalhadores passaram ao controle total dos comunistas.
Em abril de 1922, Iossif Stalin foi nomeado secretário-geral do PC para combater as oposições dentro do partido e colocar apenas pessoas de confiança em cargos do governo. Com Stalin, o Partido Comunista passou a reinar de forma absoluta sobre os russos e suas ordens eram inquestionáveis. Todos deveriam se submeter a elas. Nesse mesmo ano foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) com a Rússia, Ucrânia, Rússia Branca e Transcaucásia.
Lenin morreu em 1924 e após sua morte, iniciou-se uma grande luta interna pelo controle do poder da URSS. Os principais envolvidos eram Trotsky e Stalin.
Trotsky defendia que a revolução socialista deveria ser levada à Europa e ao mundo imediatamente. Já Stalin, defendia que a revolução socialista deveria ser consolidada primeiramente dentro da URSS, eliminando todos os inimigos da revolução e só a partir daí, ser levada ao mundo.
Stalin saiu vitorioso e veio então, a perseguição contra Trotsky e todos que o apoiavam. Ele foi expulso do país em 1929 e foi perseguido até ser assassinado em 1940 no México, por ordem de Stalin.
Outros países se juntaram a URSS totalizando 17 repúblicas em um território de mais de 22 milhões de km2, o maior país do mundo.

Durante todo o governo de Stalin (1924 – 1953) calcula-se que o terror soviético matou mais de 43 milhões de pessoas além de prender e torturar mais de 5 milhões de cidadãos. Foi uma das mais sangrentas ditaduras do século XX.






sábado, 25 de março de 2017

Encontro dos europeus com povos da América, Ásia e África.


























Nos séculos XV, XVI E XVII ocorreu a grande expansão marítima comercial dos países europeus. Através das Grandes Navegações, pela primeira vez na história, o mundo seria totalmente interligado. Muitos povos da América, África e Ásia foram conquistados e colonizados. Esse contato entre os europeus e os povos nativos teve profundas transformações para sempre na vida de ambos. 

ÁSIA
A descoberta de um caminho marítimo para a Ásia intensificou os contatos entre os europeus e alguns povos asiáticos. Ao conhecer essas sociedades, muitas vezes os europeus se surpreendiam. Em 1510, os portugueses conquistaram a cidade de Goa, na costa oeste da Índia, e aí instalaram uma feitoria (fortificação primitiva onde eram armazenadas e comercializadas mercadorias). “Estamos convencidos de que somos os homens mais astutos que se pode encontrar, e o povo aqui nos ultrapassa em tudo […] Fazem melhores contas de memória do que nós, e parece que nos são superiores em inúmeras coisas, exceto com a espada na mão, a que eles não conseguem resistir.” 

Essa declaração demonstra o sentimento de superioridade dos europeus sendo desfeito pela realidade que encontraram na Ásia do século XVI. Naquela época, as sociedades asiáticas dominavam muito mais conhecimentos e se organizavam de forma muito mais complexa do que os europeus imaginavam. 

Marco Polo (1254-1324). Nascido em Veneza, na Itália, de família de mercadores, escreveu um livro sobre a viagem que teria feito com o pai e o tio à China

Segundo o relato, os Polo ali chegaram por volta de 1274 e permaneceram na China por dezessete anos, onde descobriram, entre outras coisas o espaguete e a pólvora. De volta a Veneza em 1295, Marco foi capturado por genoveses e preso junto com um escritor que o ajudou a escrever o livro, que fez sucesso, mas que muitos consideraram uma história fictícia e não um relato verdadeiro. 

ÁFRICA 
A expansão portuguesa começou em 1415, com a tomada de Ceuta, importante centro comercial dominado pelos muçulmanos no norte da África. 

Em seguida, Portugal ocupou as ilhas de Madeira, Açores e Cabo Verde, no oceano Atlântico, onde foi realizado com sucesso, uma experiência de colonização, implantando o cultivo de cana-de-açúcar

Essa experiência serviria mais tarde de modelo para a ocupação das terras americanas. A expansão estendeu-se ao longo do litoral africano, onde os portugueses obtinham produtos como pimenta, ouro e marfim. 

Mesmo antes das Grandes Navegações europeias, o continente africano já era conhecido pelos europeus, principalmente a parte que hoje chamamos de "África Branca". Os primeiros contatos entre cristãos e negros ocorreram por intermédio dos muçulmanos, que realizavam trocas de mercancia entre os dois "povos". 

Com as navegações, que têm Portugal como o seu pioneiro, a África Negra que até então mantinha contato com o resto do mundo por meio dos muçulmanos, tem seu isolamento rompido e passa a constituir uma importante praça de trocas, onde o principal produto exportado eram os escravos africanos. É importante lembrar que essas trocas que consistiam principalmente em ferro, pano, aguardente, cavalos e armas acabaram se tornando de extrema importância para o continente africano. 

Desde 1440, o comércio de escravos já era visto como bem lucrativo para os portugueses, sendo que em 1448 se estabelece em Arguin um "comércio regular" que consistia na troca de bens contra humanos. Em 1474, Portugal tem o monopólio sobre o tráfico de escravos.

Como podemos observar antes mesmo da descoberta do Novo Mundo a escravidão africana já era muito conhecida e utilizada na Europa, bem como já se encontrava vinculada à expectativa de se obter uma produção em larga escala de certas colheitas úteis. 

AMÉRICA 
Segundo algumas pesquisas de demografia histórica, viviam no continente americano uma população de aproximadamente 88 milhões de habitantes, divididas em mais de três mil nações indígenas por volta do final do século XV. Entre elas destacam-se na América do Norte (apaches, sioux e astecas), na América Central (maias e chibchas) e na América do Sul (incas, tupis e nuaruaques). 
Durante muito tempo, vários historiadores destacavam uma visão heroica dos feitos do conquistador, o que tornou corrente o uso da expressão descobrimento da América e do Brasil. Mas recentemente, os historiadores tem analisado a questão sob outros pontos de vista, ressaltando o impacto da presença dos europeus na destruição dos modos de vida e na dizimação (mortes) dos povos que viviam na América. Desta forma o termo mais correto a se utilizar é a invasão e conquista

Foram variadas as formas de violência usadas contra os povos nativos americanos. Teve a violência física já que as armas dos conquistadores europeus eram superiores às dos índios (nome dado aos nativos do continente). Essa superioridade deve-se ao uso de armas feitas de aço (espadas, lanças, punhais, escudos), ao uso de armas de fogo (mosquete, canhão) e ao cavalo, animal desconhecido pelos nativos. 

Outro elemento foram as doenças contagiosas trazidas pelos europeus como o sarampo, tifo, varíola, malária e gripe que não existiam no continente. Não havendo anticorpos para combatê-las, elas se espalharam rapidamente, provocando epidemias matando milhares deles. 

Houve ainda a violência cultural quando os europeus impuseram aos povos americanos costumes que afetaram profundamente a sobrevivência das suas comunidades. A obrigatoriedade do ensino religioso e da língua dos povos europeus aliada à remoção de populações inteiras para trabalhar como escravas nos aldeamentos completam esse canário terrível. 

Para os europeus esse contato foi muito positivo. Os grandes comerciantes e banqueiros europeus obtiveram lucros expressivos coma conquista e colonização do continente americano. Houve um aumento na oferta de ouro, prata e pedras preciosas, o deslocamento do eixo econômico da região do Mar Mediterrâneo para os portos do Oceano Atlântico e a descoberta de grande variedade de espécies vegetais como o milho, o tomate, o cacau e a batata e ainda animais até então desconhecidos.
Além disso, a exploração da América impulsionou vários setores da cultura europeia. Novos conhecimentos e técnicas precisaram ser desenvolvidos e aperfeiçoados para se viajar grandes distâncias marítimas. Houve ainda, um processo de difusão de conhecimentos adquiridos em contatos com povos indígenas que se mostraram benéficos para os europeus.

sábado, 18 de março de 2017

Absolutismo Monárquico


































No fim da Idade Média na Europa, aconteceram algumas mudanças radicais, que alteraram para sempre a história da civilização ocidental. Na economia, o capitalismo nascente, rompia de vez com a ruralização do feudalismo. Na cultura, o renascimento fez o homem voltar-se mais para si e se preocupar com uma vida mais próspera. Já na religião, rompeu-se o monopólio católico de Deus e sua interpretação dos assuntos religiosos. 

Por fim a última mudança importante se deu na política, com o fim dos poderes regionais dos senhores feudais e uma centralização política comandada pelos reis dos novos Estados Nacionais que surgiram nessa época. 

As crises do fim da era Medieval (econômica, política e religiosa) provocaram a dissolução do sistema feudal. A terra deixou de ser a única fonte de riqueza. 

O comércio se expandia a burguesia, que era a classe social ligada ao comércio, tornou-se cada vez mais rica e poderosa, com isso ela precisava de uma nova organização política que fosse capaz de acabar com as intermináveis guerras da nobreza feudal, que diminuísse a quantidade de impostos sobre as mercadorias cobrados pelos senhores feudais e que reduzisse o grande número de moedas que atrapalhavam seus negócios. 
Por isso, a burguesia passou a contribuir para o fortalecimento da autoridade dos reis, contribuindo financeiramente na construção de monarquias nacionais capazes de formar governos estáveis e ordeiros. 

O elemento cultural que mais influenciou o sentimento nacionalista foi o idioma. Falado pelo mesmo povo, o idioma servia para identificar as origens, tradições e costumes comuns de uma nação. 

Cada estado foi definido suas fronteiras políticas, estabelecendo os limites territoriais de cada governo nacional, surgindo a noção de soberania, pela qual o soberano (governante) tinha o direito de fazer valer as decisões do Estado perante os súditos. 

Para garantir as decisões do governo soberano, foi preciso a formação de exércitos permanentes, controlados pelos reis (soberano). 

Com a formação moderna, diversos reis passaram a exercer autoridade nos mais variados setores: organizavam os exércitos, que ficava sobre o seu comando, distribuíam a justiça entre seus súditos, decretavam leis e arrecadavam tributos. Toda essa concentração de poder passou a ser denominado Absolutismo Monárquico

Durante os séculos em que vigorou, foram vários os teóricos que deram sustentação ao poder absoluto dos reis, entre eles destacam-se: 
Thomas Hobbes – autor Leviatã dizia que em seu estado de natureza e entregues à própria sorte, os homens devorariam uns aos outros. É por isso, então, que, por necessidade, fizeram entre si um contrato social que designou um soberano sobre todos os demais, tido como súditos. A esse soberano, o rei absolutista, competiria garantir a paz interna e a defesa da nação; 

Nicolau Maquiavel – autor de O Príncipe escrito no século XVI. O Príncipe é um tratado político a respeito das estruturas do estado moderno. Nessa obra, Maquiavel discorre sobre vários temas, sempre abordando a maneira como o soberano, chamado de Príncipe, deve agir para manter seu reino. 

Os principais Estados Absolutistas europeus foram: 

Portugal: surgiu como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henrique, da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros, que só aconteceu em 1249 com a conquista de Algarves (sul de Portugal); 
Inglaterra: o absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII (1485-1509), fundador da dinastia Tudor. Seu filho Henrique VIII foi o que exerceu o poder mais absoluto entre todos os monarcas ingleses. Já sua neta Elisabete I, foi a última rainha soberana incontestável; 
Espanha: em 1469 aconteceu o casamento da rainha Isabel de Castela com o rei Fernando de Aragão. Unificado, o reino espanhol reuniu forças para completar a expulsão dos mouros e, com a ajuda da burguesia, lançar-se às grandes navegações marítimas. O absolutismo espanhol atingiu seu apogeu com a dinastia Habsburgo e o rei Felipe II
França: foi durante a Guerra dos Cem Anos que o sentimento de nacionalismo dos franceses se intensificou. O poder dos reis cresceu e os sucessivos monarcas franceses aumentaram ainda mais o poder real. Mas guerras religiosas voltaram a enfraquecer o poder real até que Henrique IV (1589 – 1619), a paz foi alcançada a aconteceu a expansão econômica, política e militar do país. O principal monarca absolutista francês, no entanto foi, Luís XIV, conhecido como rei Sol. Símbolo do poder supremo é atribuído a ele a famosa frase, “O Estado sou eu”.