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domingo, 20 de outubro de 2013

Protestos no Brasil em 2013




















Os protestos no Brasil em 2013 foram várias manifestações populares por todo o país que inicialmente surgiram para contestar os aumentos das tarifas de transporte público das principais capitais estaduais. Foram as maiores mobilizações já ocorridas desde as manifestações pelo impeachment do presidente Collor em 1992 e tiveram a aprovação de pelo menos 84% da população. 

As manifestações de junho tiveram duas fases demarcadas por características distintas, mas ambas organizadas online, através da rede social Facebook, mas principalmente via Twitter, principalmente pelo Movimento Passe Livre (MPL) e focada em solucionar o aumento dos preços das taxas de transportes anunciadas. 

Na primeira fase vemos um não apoio da mídia, pouca participação da população e muitos conflitos violentos entre os manifestantes e a polícia, e um foco quase exclusivo na questão do valor do transporte. 

Em São Paulo, houve uma represália policial excessiva, que causou muitos feridos, incluindo vários jornalistas, que gradualmente mudaram o discurso, e começaram a atacar a postura policial. Neste protesto, houve mais de 300 pessoas detidas, mais de 100 delas "detidas para averiguação", prática comum em ditaduras, já que não há flagrante, e muitas delas por portarem vinagre, substância legalmente permitida no Brasil. Devido à violência, comportamento da mídia, e outros fatores, depois desse dia houve um crescimento exponencial do número de participantes nas manifestações. 

A segunda fase dos protestos é marcada por manifestações majoritariamente pacíficas, com grande cobertura midiática e massiva participação popular, muito diferente da fase anterior. E há também novas exigências sendo colocadas em pauta e o atendimento de vários governantes quanto à redução dos valores das tarifas para utilização do transporte público. 

Marcado para o dia 17 de junho, uma segunda-feira, cerca de 300 mil brasileiros saíram às ruas para protestar em 12 cidades espalhadas pelo Brasil. Diferente da primeira fase, as manifestações foram no geral pacificas, com pequenos focos de vandalismo e represálias. Houve manifestações diariamente em várias cidades do Brasil entre os dias 17 e 21 de junho. 

Entretanto, a questão do transporte começa a sair de pauta, por ser atendida em várias cidades. E se começa uma nova etapa. Várias cidades conseguiram a reversão do aumento nos valores do transporte público. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o anúncio foi feito no dia 19 de junho, mas com tom ameaçador, onde os governantes dizem que isto afetará outras áreas, como saúde e educação. 

Por volta do dia 20 de junho, as manifestações tomam outro caráter, e começam a ter temas menos focados na questão do transporte e surgem pautas como as PEC 37 (poder de investigação criminal seria exclusivo das polícias federal e civis, retirando esta atribuição do Ministério Público), PEC 33 (permitiria o Congresso Nacional contestar e não aceitar decisões do STF), fim da corrupção, os gastos com a Copa das Confederações e do Mundo da FIFA e mais investimentos em educação e saúde. Nesse dia, houve um pico de mais de 1,4 milhão de pessoas nas ruas com mais de 120 cidades pelo Brasil, mesmo depois das reduções dos valores das passagens anunciadas em várias cidades. 

Em resposta, o governo brasileiro anunciou várias medidas para tentar atender às reivindicações dos manifestantes e o Congresso Nacional votou uma série de concessões, como ter tornado a corrupção como um crime hediondo, arquivado a chamada PEC 37 e proibido o voto secreto em votações para cassar o mandato de legisladores acusados de irregularidades. Houve também a revogação dos então recentes aumentos das tarifas nos transportes em várias cidades do país, com a volta aos preços anteriores ao movimento. 



Black Bloc

Black bloc (do inglês black, negro e bloc, agrupamento de pessoas para uma ação conjunta ou propósito comum) é o nome dado a uma tática de ação direta de característica anarquista, caracterizada pela ação de grupos mascarados e vestidos de preto que se reúnem para protestar em manifestações de rua, para desafiar o poder dos governantes. 

Esses grupos não tem liderança geral tendo características não hierárquicas de comando descentralizado. Unidos, adquirem força suficiente para confrontar a polícia, bem como atacar e destruir propriedades públicas e privadas.

As roupas e máscaras pretas, que dão nome à tática, visam garantir o anonimato dos indivíduos participantes, caracterizando-os, em conjunto, como um único e imenso bloco.

O Black Blocs diferencia-se de outros grupos anticapitalistas e antiglobalização por frequentemente realizarem ataques à propriedade privada, como forma de chamar a atenção para sua oposição ao que consideram símbolos do capitalismo, às corporações multinacionais e aos governos que as apoiam. 

O objetivo pode variar em cada caso, mas, em termos gerais, trata-se de expressar solidariedade diante da ação repressiva do Estado e de veicular uma crítica, segundo a perspectiva anarquista, acerca do objeto do protesto no momento.

"Não somos violentos, jamais atacamos pessoas", protestam os "veteranos" do bloco. "Não é violência destruir os símbolos do capitalismo selvagem, da exploração, da globalização" como lojas, caixa eletrônicos, carros de luxo. 

Nunca andam armados. Objetos simples, muitas vezes encontrados pelo caminho, são transformados em armas improvisadas (pedras, extintores de incêndio, placas de trânsito, vergalhões de aço encontrados em canteiros de obras). O importante é ser imprevisível, incontrolável e visível apenas no breve momento da ação, graças à inconfundível máscara e às roupas pretas.

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