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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Vídeo Aula: Absolutismo Monárquico


































No fim da Idade Média na Europa, aconteceram algumas mudanças radicais, que alteraram para sempre a história da civilização ocidental. Na economia, o capitalismo nascente, rompia de vez com a ruralização do feudalismo. Na cultura, o renascimento fez o homem voltar-se mais para si e se preocupar com uma vida mais próspera. Já na religião, rompeu-se o monopólio católico de Deus e sua interpretação dos assuntos religiosos. 

Por fim a última mudança importante se deu na política, com o fim dos poderes regionais dos senhores feudais e uma centralização política comandada pelos reis dos novos Estados Nacionais que surgiram nessa época. 

As crises do fim da era Medieval (econômica, política e religiosa) provocaram a dissolução do sistema feudal. A terra deixou de ser a única fonte de riqueza. 

O comércio se expandia a burguesia, que era a classe social ligada ao comércio, tornou-se cada vez mais rica e poderosa, com isso ela precisava de uma nova organização política que fosse capaz de acabar com as intermináveis guerras da nobreza feudal, que diminuísse a quantidade de impostos sobre as mercadorias cobrados pelos senhores feudais e que reduzisse o grande número de moedas que atrapalhavam seus negócios. 
Por isso, a burguesia passou a contribuir para o fortalecimento da autoridade dos reis, contribuindo financeiramente na construção de monarquias nacionais capazes de formar governos estáveis e ordeiros. 

O elemento cultural que mais influenciou o sentimento nacionalista foi o idioma. Falado pelo mesmo povo, o idioma servia para identificar as origens, tradições e costumes comuns de uma nação. 

Cada estado foi definido suas fronteiras políticas, estabelecendo os limites territoriais de cada governo nacional, surgindo a noção de soberania, pela qual o soberano (governante) tinha o direito de fazer valer as decisões do Estado perante os súditos. 

Para garantir as decisões do governo soberano, foi preciso a formação de exércitos permanentes, controlados pelos reis (soberano). 

Com a formação moderna, diversos reis passaram a exercer autoridade nos mais variados setores: organizavam os exércitos, que ficava sobre o seu comando, distribuíam a justiça entre seus súditos, decretavam leis e arrecadavam tributos. Toda essa concentração de poder passou a ser denominado Absolutismo Monárquico

Durante os séculos em que vigorou, foram vários os teóricos que deram sustentação ao poder absoluto dos reis, entre eles destacam-se: 
Thomas Hobbes – autor Leviatã dizia que em seu estado de natureza e entregues à própria sorte, os homens devorariam uns aos outros. É por isso, então, que, por necessidade, fizeram entre si um contrato social que designou um soberano sobre todos os demais, tido como súditos. A esse soberano, o rei absolutista, competiria garantir a paz interna e a defesa da nação; 

Nicolau Maquiavel – autor de O Príncipe escrito no século XVI. O Príncipe é um tratado político a respeito das estruturas do estado moderno. Nessa obra, Maquiavel discorre sobre vários temas, sempre abordando a maneira como o soberano, chamado de Príncipe, deve agir para manter seu reino. 

Os principais Estados Absolutistas europeus foram: 

Portugal: surgiu como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henrique, da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros, que só aconteceu em 1249 com a conquista de Algarves (sul de Portugal); 
Inglaterra: o absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII (1485-1509), fundador da dinastia Tudor. Seu filho Henrique VIII foi o que exerceu o poder mais absoluto entre todos os monarcas ingleses. Já sua neta Elisabete I, foi a última rainha soberana incontestável; 
Espanha: em 1469 aconteceu o casamento da rainha Isabel de Castela com o rei Fernando de Aragão. Unificado, o reino espanhol reuniu forças para completar a expulsão dos mouros e, com a ajuda da burguesia, lançar-se às grandes navegações marítimas. O absolutismo espanhol atingiu seu apogeu com a dinastia Habsburgo e o rei Felipe II
França: foi durante a Guerra dos Cem Anos que o sentimento de nacionalismo dos franceses se intensificou. O poder dos reis cresceu e os sucessivos monarcas franceses aumentaram ainda mais o poder real. Mas guerras religiosas voltaram a enfraquecer o poder real até que Henrique IV (1589 – 1619), a paz foi alcançada a aconteceu a expansão econômica, política e militar do país. O principal monarca absolutista francês, no entanto foi, Luís XIV, conhecido como rei Sol. Símbolo do poder supremo é atribuído a ele a famosa frase, “O Estado sou eu”.

Primeira Guerra Mundial

 

 Entre 1871 e 1914, durante a chamada belle époque, a sociedade europeia, liberal e capitalista, passou por uma das fases de maior prosperidade. O desenvolvimento industrial trouxe para boa parte da população um conforto nunca antes experimentado, enquanto a ciência e a técnica abriam possibilidades inimagináveis de comunicação e transporte. 

Entretanto, a grande insatisfação das nações que chegaram tarde à partilha da África e da Ásia e a disputa cada vez maior por novos mercados e fontes de matérias primas acirraram se no início do século XX, causando grande tensão e levaram as potências europeias a se armar se preparando para uma guerra.

A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra capitalista, provocada por motivos econômicos entre as superpotências da época. Muitos fatores contribuíram para o início da guerra, tais como:
  • a disputa por colônias na África, Ásia e na Oceania; 
  • a concorrência econômica entre Inglaterra e Alemanha; 
  • a disputa nacionalista entre o pangermanismo e o paneslavismo na Europa Central e Oriental; 
  • o revanchismo francês contra os alemães devido à perda para eles dos territórios da Alsácia e Lorena. 
  • A criação da Tríplice Aliança (formada pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (formada pela Inglaterra, França e Rússia).


O estopim, ou seja, a causa imediata que deu origem a guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco e de sua esposa em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, país disputado pela Áustria-Hungria (de origem germânica) e pela Sérvia, aliada da Rússia (de origem eslava) em 28 de junho de 1914.

A prisão do assassino que era membro de uma sociedade secreta ligada a Sérvia, fez com que a Áustria declarasse guerra a Sérvia, que por sua vez foi defendida pela Rússia.

A entrada da Rússia provocou também a entrada da Alemanha ao lado da Áustria, generalizando o conflito entre as duas alianças militares.

A guerra entre esses dois blocos durou cerca de 4 anos, de 1914 a 1918. Os combates terrestres foram extremamente mortíferos em função de novas armas como: metralhadoras, lança-chamas, projéteis explosivos. Além disso, utilizaram-se pela primeira vez, o avião e o submarino como recursos militares.

O saldo de destruição da guerra foi enorme: mais de 10 milhões de pessoas morreram e trinta milhões ficaram feridas.

A partir do início de 1918, a Alemanha foi perdendo o fôlego, ficando isolada e sem condições de sustentar a guerra. Em 11 de novembro de 1918, a Alemanha assinou o armistício (acordo de paz) em situação bastante desvantajosa.

Após a rendição alemã, no período de 1919 a 1920, realizou-se no palácio de Versalhes, na França, uma conferência com a participação de 27 nações vencedoras da guerra. Foi estabelecido o Tratado de Versalhes impondo duras condições à Alemanha, considerada a única responsável pela guerra. Os principais pontos desse tratado foram:
  • Devolução da região da Alsácia-Lorena à França; 
  • Cessão de territórios à Bélgica, à Dinamarca e à Polônia; 
  • Entrega de quase toda a marinha mercante da Alemanha; 
  • Pagamento de uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores; 
  • Redução do poderio militar alemão. 
Além disso, foi aprovada a criação da Liga das Nações para preservar a paz mundial e os Estados Unidos se tornaram uma potência econômica suprindo as necessidades dos mercados da Ásia e da América Latina.








terça-feira, 9 de março de 2021

Vídeo Aula: Crescente Fértil


Povos da Mesopotâmia

A Mesopotâmia abrigou as primeiras civilizações do planeta, por volta do IV milênio antes de Cristo. O nome Mesopotâmia significa “terra entre rios” em grego, devido a estar localizado entre os rios Tigre e Eufrates. Hoje, nessa região, localiza-se o Iraque.

Os povos que habitavam a Mesopotâmia na antiguidade eram: 
• Os sumérios e acádios – ao sul;
• Os babilônios e caldeus – no centro;
• Os assírios – ao norte.

O primeiro povo a dominar a região foram os sumérios de onde surgiram as cidades mais antigas já encontradas pelos arqueólogos como Ur, Uruk e Lagash, por volta de 4000 a.c. Formaram aglomerados com várias construções e eram geralmente cercadas por muralhas, visando a sua proteção. Dentre essas construções destacavam-se os zigurates.

As principais atividades econômicas eram a agricultura (cevada, trigo, sésamo) e a pecuária (ovelhas, cabras, porcos, bois) e o comércio.

Eles desenvolveram também a tecelagem, fabricavam armas, joias e objetos de metal; mantinham escolas profissionais para o aprimoramento de fabricação de armas e cerâmicas.

Os comerciantes andavam em caravanas, levando seus produtos aos países vizinhos e às regiões mais distantes. Exportavam armas, tecidos de linho, lã e tapetes, além de pedras preciosas e perfumes.

Dessas terras traziam as matérias-primas que faltavam na Mesopotâmia, como o Marfim da Índia, o Cobre de Chipre e a madeira do Líbano.

De um modo geral, a sociedade da Mesopotâmia se dividia em três classes sociais:
• os awilum – sacerdotes, grandes proprietários, ricos comerciantes;
• os mushkenum – servidores dos palácios, artesãos, pequenos comerciantes;
• os escravos – prisioneiros de guerras ou endividados.
Os povos da Mesopotâmia eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Os deuses diferenciavam-se dos homens por serem mais fortes, todo-poderosos e imortais. Cada cidade tinha um deus próprio. Os principais deuses eram Anu (deus do céu), Ishtar (deusa do amor e da fertilidade) e Shamash (deus do sol e da justiça).

Os povos que habitaram a Mesopotâmia deixaram um grande legado. Os sumérios, por exemplo, inventaram a roda, a escrita chamada de cuneiforme (lendas dos heróis Gilgamesh) e os carros de guerra. O primeiro código de leis, chamado de Código de Hamurábi, noções de matemática e a astrologia de onde se derivou depois o horóscopo moderno, completam as principais contribuições dessa civilização para a humanidade.

O primeiro Código Jurídico. Vejamos algumas normas que mostram o rigor das punições: 
• Se um filho bater com as mãos em seu pai, terá suas mãos cortadas; 
• Se um homem furar o olho de um homem livre, terá o seu olho também furado; 
• Se furar o olho de um escravo pagará metade do seu valor; 
• Se um médico tratou a ferida grave de um homem com faca de bronze e ele morrer, o médico terá suas mãos cortadas, se um homem arrancar os dentes de outro homem livre, seus próprios dentes serão também arrancados; 
• Se um arquiteto construir uma casa e ela cair matando o dono, o arquiteto poderá ser morto; 
• Se o filho do dono da casa morrer, o filho do arquiteto também será morto; 
• Se um homem roubar uma casa, será morto no local onde praticou o roubo.

Ali podemos estudar qual era a organização da família, a variada condição dos indivíduos, o regime da propriedade, o sistema penal. Para as punições, esse código adotava a "lei de talião", que determinava que a pena aplicada ao criminoso fosse igual ao crime por ele cometido, ou seja,”olho por olho, dente por dente".


A Civilização Egípcia

A antiga civilização egípcia desenvolveu-se no nordeste da África, mesmo local do Egito atual, uma planície desértica cortada pelo rio Nilo. A vida no Egito só é possível, graças à proximidade do rio Nilo. O historiador grego Heródoto de Halicarnasso dizia “O Egito é uma dádiva do Nilo”.

As margens do Nilo são férteis, proveniente de depósitos de aluvião depositados pelo rio na época das cheias que ocorrem devido às chuvas torrenciais que caem nas montanhas centrais africanas nos meses de junho a setembro, no local da nascente, provocando inundações nas áreas mais baixas. Com o fim das cheias e o retorno do rio ao seu leito normal, o solo libera o húmus, fertilizante natural que fazia da agricultura egípcia, a mais fértil do mundo antigo.

O Egito dividia-se em duas regiões, Alto Egito ao sul e o Baixo Egito ao norte, governadas por dois soberanos independentes que dominavam um grande número de comunidades chamadas nomos.

Por volta de 3200 a.c., o rei do Alto Egito Menés unificou os dois reinos, tornando-se o primeiro faraó e criando a primeira dinastia. Com ele nasceu o Estado egípcio teocrático. Os egípcios passaram a adoram o faraó como um Deus, a quem pertencia todas as terras do país e para quem todos deveriam pagar tributos e prestar serviços, característica típica do modo de produção asiático.

Durante toda sua história, o Egito teve 31 dinastias que o governaram. Os períodos da história egípcia são:   
*Pré-Dinástico – Antes de 3200ac;

*Dinástico, dividido em: 
  • Antigo Império (3200 a.c. – 2300 a.c.) – Com capital em Menfis (Construção das grandes pirâmides); Entre 2400 a.c. e 2000 a.c. a autoridade dos faraós foi contestada e diminuída pelos governadores os nomarcas;
  •  Médio Império (2000 a.c – 1750 a.c.) – Com capital em Tebas. Período de expansão e conquista de territórios. Termina com a invasão dos hicsos; 
  • Novo Império (1580 a.c. - 525 a.c.) – Com capital em Tebas. O Egito expulsou os hicsos conquistando, em seguida, a Síria e a Palestina.
A sociedade egípcia estava dividida em: 
*Classe Dominante: 
- Faraó e sua família; 
- Nobres; 
- Sacerdotes; 
- Escribas. 

*Classe Dominada: 
- Artesãos; 
- Camponeses os felás; 
- Escravos (prisioneiros de guerra).

Os egípcios eram politeístas e seus deuses eram antropozoomórficos, ou seja, eram humanos com cabeças de animais. Os principais eram: 
- Rá: deus Sol; 
- Anúbis: deus dos mortos; 
- Hórus: deus do céu; 
- Toth: deus da sabedoria; 
- Osíres: deus da vida após a morte e da vegetação; 
- Ísis: deusa do amor e da magia; 
- Seth: deus do mal.

As maiores contribuições dos egípcios foram na Química (manipulação e fabricação de remédios), na Matemática (multiplicação, álgebra e geometria), Astronomia (mapas do céu estrela e constelações), Medicina (tratamento de doenças do coração), a escada, o espelho, técnicas de plantio mais eficientes, relógio de sol (dia com 24 horas) e o calendário (com 12 meses de 30 dias tendo 5 dias no final de festividades).  


Hebreus

Os hebreus são povos semitas originários da Mesopotâmia que passou pela Babilônia e pela Síria, mas se estabeleceram e viveram no Oriente Médio cerca do segundo milênio a.C. e que mais tarde originou os semitas como os judeus e os árabes, mas posteriormente o termo hebreu foi associado somente ao povo judeu.

A história da política hebraica é dividida em três fases: 
  • governo dos patriarcas – as comunidades tribais eram comandadas por chefes denominados patriarcas, venerados como “pais” da comunidade;
  • governo dos juízes – exerciam o poder político, militar e religioso. Comandavam de forma enérgica o cumprimento dos costumes religiosos, mas não contavam com uma estrutura administrativa regular; 
  • monarquia – criada para centralizar o poder e organizar forças para enfrentar os adversários.

No início, os hebreus eram pastores nômades. Mas, as medidas que foram conquistando terras palestinas passaram ao cultivo de cereais e depois alguns enriquecidos passaram a viver do comércio.

A história dos hebreus foi marcada por migrações, perseguições, lutas, cativeiros, fugas e dispersão, contudo eles mantiveram sua herança cultural devido à unidade linguística e à manutenção de uma forte tradição religiosa.

Por estar dispersos, isto é, espalhados pelo mundo, o povo judeu unido em comunidades extremamente tradicionais era considerado um povo sem pátria, sem lar. Eram várias comunidades em vários países do mundo, mas sem um território onde pudessem constituir governo, capital, bandeira, etc.

Isso só mudou com a criação do estado de Israel em 1948, na Palestina, mesmo lugar que os hebreus viveram no passado até serem expulsos pelos romanos no ano 70, fato que ficou conhecido como Diáspora. Sem dúvida, a maior contribuição cultural dos hebreus foi sua religião monoteísta de um só deus, Jeová (Iavé). Ela foi a base das maiores religiões da atualidade, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo seguidos por metade de população mundial.


Os Fenícios

Entre os séculos X e I a.c., a civilização fenícia desenvolveu-se em uma estreita faixa de terra (40 km) localizada entre as montanhas do Líbano e o Mar Mediterrâneo, onde hoje está o Líbano.

A Fenícia não era um reino unificado com um único soberano. Cada cidade tinha seu próprio rei e era um estado independente, sendo conhecidas como cidades-estados. As principais eram Sídon, Tiro, Biblos e Ugarit.

Como sua terra era desfavorável às atividades agrícolas, os fenícios dedicaram-se às atividades marítimo-mercantis e artesanato.

Sua sociedade era dividida em classe dominante (grandes empresários de comércio marítimo e de escravos, donos de oficinas de artesanato, funcionários do governo e sacerdotes) e classe dominada (pequenos artesãos, pescadores, camponeses e marinheiros). Havia também escravos.

Os fenícios eram politeístas e seus deuses eram antropomórficos. Os principais deuses eram Baal (Sol), Astartéia (Lua) e Dagon (trigo). Para acalmar a fúria dos deuses, sacrificavam-se animais e às vezes eram praticados terríveis sacrifícios humanos. Queimavam inclusive os próprios filhos.

A misteriosa civilização fenícia nos deixou o alfabeto com 22 letras (Aleph e Beth eram as duas primeiras letras), o vidro, embora os egípcios também reivindique a coautoria, as tintas de tecido (cor púrpura), o estudo da astronomia devido às navegações e as rotas e atividades marítimas


Os Persas

Por volta de 1500 a.c, povos indo-europeus entre eles os medos e os persas viviam no planalto do Irã, situado a sudeste da Mesopotâmia. Ao final do século VII a.C., os medos tinham um estado organizado e dominavam os persas. Em 550 a.C., comandado por Ciro, os persas venceram os medos, unificaram os dois povos e formaram um império.

Para governar o vasto império, Dario I dividiu-o em províncias, chamadas satrapias governadas por um administrador, o sátrapa. Havia em cada uma delas um general de confiança e um alto funcionário para fiscalizar os sátrapas.

Inicialmente a economia persa baseava-se na agricultura (centeio, trigo e cevada) e na criação de gado.

Com a expansão do império, a unidade política e a construção de estradas facilitaram a comunicação entre as satrapias, estimulando do artesanato e do comércio.

A religião persa era politeísta com o dualimo entre o deus do bem, Ormuz em uma luta eterna contra o deus do mal Arimã que terminaria no juízo final. Aliás, as ideias de juízo final, ressurreição dos mortos, salvação no Céu, condenação no inferno e o livre arbítrio onde cada pessoa é livre para escolher entre o caminho do bem ou o do mal são os princípios que influenciaram o cristianismo, o judaísmo e o islamismo nos dias atuais.

Os persas nos deixaram o modo de administrar um grande território dividindo-o em estados governados por funcionários como é feito hoje, as primeiras moedas (o dárico), a tentativa de criar uma língua universal (o aramaico) para que todos pudessem se comunicar e os princípios religiosos que foram incorporados pelas grandes religiões monoteístas da atualidade.