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domingo, 11 de setembro de 2016

Era Napoleônica

A situação na França era extremamente grave . A burguesia, em geral, apavorada com a instabilidade interna e as derrotas sofridas para os países inimigos, precisava de um governo forte, capaz de reorganizar a nação, restaurando a lei e a ordem.

A essa época, o elemento de maior liderança no exército era um jovem general, Napoleão Bonaparte, celebrizado especialmente depois da vitoriosa campanha da Itália, em 1796.

No dia 10 de Novembro de 1799 (18 brumário, pelo calendário revolucionário), Napoleão retorna do Egito, com o apoio do exército e da alta burguesia, dissolve o Diretório e estabelece um novo governo, conhecido como Consulado .

Até 1802 o novo governo francês (Consulado) era comandado por 3 magistrados com o título de Cônsules, sendo Napoleão o primeiro e a quem caberiam as decisões, enquanto os outros dois teriam apenas o voto consultivo . De 1802 a 1804, ampliando seu poder, Napoleão estabeleceu o Consulado Uno e em 1804, instituiu o Império.

Como estadista, Napoleão deu grande impulso aos negócios e à indústria ao criar o Banco da França, reformulou o sistema tributário francês, com a criação de uma nova moeda, o franco, e aumentou a arrecadação de impostos dando ocupação a milhares de desempregados através de um programa de construção de obras públicas, como alargamento de portos, construções de edifícios públicos, estradas, canais, pontes , drenagem de pântanos, etc.

A Educação recebeu uma atenção especial de Napoleão com o fortalecimento do Ensino Público, a instalação de escolas públicas em cada aldeia ou cidade francesa e a criação de Liceus (centros de preparação para professores).
As mudanças beneficiaram principalmente a burguesia, cujo poder consolidou-se com as leis do Código Civil (ou Napoleônico), elaborado entre 1804 e 1810 por um corpo de juristas nomeados pelo governo . O Código procurava conciliar a legislação com os princípios da Revolução Francesa de liberdade, propriedade e igualdade perante a lei, ou seja, manteve o fim dos privilégios desfrutados pela Nobreza no Antigo Regime, mas favoreceu os privilégios conquistados pela Burguesia. Este Código inspirou outros códigos civis em diversas nações, tanto na Europa como na América .

Em 1801 o papa Pio VII e Napoleão assinaram a Concordata, estabelecendo que o governo francês nomearia os bispos e pagaria salários ao Clero.

No plano externo, Napoleão planejava reconstruir seu Império Colonial e com isso despertou a ira da Inglaterra e de seus aliados, que logo se uniram contra a França. Napoleão conquistou várias vitórias sobre os inimigos como a Rússia, Prússia, Áustria, ocupando a Espanha, Bélgica, Holanda, Itália entre outros, mas não consegui vencer a Inglaterra.

Para derrotá-la, ele decretou o Bloqueio Continental, onde os países europeus estavam proibidos de comprar e vender produtos para a Inglaterra, sob pena de invasão do território por tropas francesas.

Os países que se negaram a aceitar as ordens de Napoleão e foram invadidos. Portugal em dezembro de 1807, o regente D. João fugiu para o Brasil e a Rússia em 1812, onde Napoleão foi derrotado pelo frio do inverno russo.
Em 1814, Paris foi ocupada por tropas estrangeiras e Napoleão foi exilado na ilha de Elba, próximo à Córsega com 800 homens. A monarquia é restaurada com Luís XVIII, irmão de Luís XVI, que tinha sido guilhotinada durante a Revolução Francesa.

Entretanto, em 1815, Napoleão abandona seu exílio na Ilha de Elba e volta para Paris . O rei enviou uma guarnição de soldados para prendê-lo, mas estes aderiram a Napoleão. Luís XVIII fugiu para a Bélgica. De volta ao poder, Napoleão governou apenas 100 dias . 

Contra ele, seus inimigos (Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia) formaram uma nova coligação e o derrotaram definitivamente na Batalha de Waterloo (1815). Preso, Napoleão foi mantido prisioneiro na Ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde morreu em 1821 . Luís XVIII novamente assumiu o trono.

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